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Donald Trump, o "pior batoteiro" da história do golfe

Sociedade

Leon Neal/ Getty Images

Num livro publicado esta terça-feira, o premiado jornalista desportivo Rick Reilly acusa o presidente de ser o “pior batoteiro do golfe” e faz paralelos entre a forma (desonesta) como este pratica o desporto e a maneira como gere o país

“Dizer que o Donald Trump faz batota é como dizer o ‘Michael Phelps nada’”. Esta é uma das frases do novo livro de Rick Reilly, ‘Commander in Cheat : How Golf Explains Trump.“Ele faz batota quando as pessoas estão a ver e faz batota quando estão distraídas. Ele faz batota quer gostem quer não. Ele faz batota porque é assim que ele joga… e se jogarem golfe com ele, ele vai fazer batota.”

Entre as várias acusações que Rick Reilly faz no seu novo livro, uma das principais é o handicap do presidente. No golfe, quanto mais baixo for o handicap melhor é considerado o jogador. Alegadamente, Donald Trump apresenta um handicap de 2.8. “Se o Trump é um 2.8, então a Rainha Elizabeth faz o salto com vara”, lê-se.

Em comparação, Jack Nicklaus, vencedor de 18 dos principais torneios de golfe e, geralmente, considerado um dos melhores jogadores da história do desporto possui um handicap de 3.4. Ambas as pontuações dos jogadores podem ser consultadas no site Golf Handicap and Information Network.

O presidente dos Estados Unidos já foi acusado de fazer batota por várias personalidades, como Suzann Pettersen, vencedora de 15 tours da Ladies Professional Golf Association, que, em janeiro de 2018, disse, a um jornal norueguês, que Trump fazia “batota sem parar”.

A profissional não foi a única a criticar o estilo de jogo do Presidente: Samuel L. Jackson afirma ter apanhado Trump claramente a fazer batota: “Eu vi [Trump] a atirar uma bola para um lago no Trump National [clube de golfe]”, “mais tarde o seu caddy apareceu e disse que encontrou a bola”.

Outras celebridades como Brad Faxon, golfista profissional, Oscar de la Hoya, ex-pugilista e Alice Cooper, músico, engrossam a lista de alegadas testemunhas.

Os relatos deste tipo de casos antecedem a presidência de Trump. O comentador desportivo Mike Tirico contou ao New York Post que, num jogo contra Donald Trump, fez a tacada “da sua vida”. Contudo, quando chegou ao local a bola não estava onde tinha, primeiramente, aterrado. Perante a indignação de Tirico, o caddy de Trump admitiu que o tinha visto a afastar a bola.

Antes de assumir a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump era um acérrimo crítico do comportamento de Barack Obama e do tempo que ele passava a praticar este desporto. Nos seus discursos de campanha, frequentemente dizia que iria trabalhar durante tanto tempo que nem sequer teria tempo para por os pés nos campos de golfe... Agora, é alvo de indignação pelo dinheiro que estas partidas tem custado aos contribuintes norte americanos.

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