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Estudantes portugueses (também) vão à greve global pelo clima 

Sociedade

Mais de 70 países aderiram ao protesto mundial convocado pelo movimento da adolescente sueca Greta Thunberg

Chesnot/Getty Images

São de várias cidades do país e vão aderir este 15 de março à iniciativa mundial convocada pelo movimento "SchoolStrike4Climate", liderado pela adolescente sueca Greta Thunberg. Em todo o mundo, prevêem-se mais de 700 protestos

"O nosso objetivo é sensibilizar os estudantes, mostrar o que está errado, apresentar soluções e incentivar as pessoas a levar estas questões ao Governo, que tem um papel essencial nisto tudo", diz Bárbara Pereira, aluna no Colégio Internato dos Carvalho e representante do movimento no Porto. Já Sofia Silva, estudante na escola secundária Almeida Garrett, salientou que "se no verão passado Marcelo Rebelo de Sousa tivesse ido nadar à ribeira da Sertã, altamente poluída, como em tempos fez no Tejo, se calhar já não havia plástico a circular nos rios em Portugal" - enquanto Rita Vasconcelos, outra aluna daquela Secundária, completa dizendo que "o Presidente não tem poder direto sobre os atos legislativos que saem na Assembleia da República, mas deve pressionar para que se faça alguma coisa."

Estes relatos, ouvidos pela Lusa, são ainda completados pelas palavras de Rita Vasconcelos, aluna da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra: “Independentemente do sucesso desta primeira greve, não vamos parar: o que reclamamos é um planeta são.”

Ninguém sabe quantas pessoas vão sair de casa, e faltar às aulas, para se manifestar em todo o país esta sexta-feira – estão confirmadas greves em mais de vinte cidades, de norte a sul do Continente e nas ilhas, incluindo Lisboa, Coimbra, Faro e Porto, à imagem dos mais de 1500 protestos agendados em mais de 110 países.

Mas a ver por esta amostra, os alunos e estudantes portugueses não podiam estar mais otimistas. “Diariamente chegam-nos mails de pais e professores a garantir que vão levar os alunos ou turmas à manifestação, mas também de outros pessoas que não são estudantes, mas querem apoiar a causa”, remata Rita Vasconcelos

Do seu lado, têm já o ministro do Ambiente e da Transição Energética. "Esta greve estudantil alinha absolutamente com o discurso e a prática deste governo”, disse João Pedro Matos Fernandes, acrescentando que não vê razão mais justa para uma mobilização estudantil. "As alterações climáticas não são um problema da geração futura, mas desta geração. Sinto ser da maior relevância que os estudantes se mobilizem, se consciencializem, e que queiram criar um compromisso com eles e com a sociedade."

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