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É um concurso de ciências completamente diferente: os astrónomos estão a pedir às crianças para os ajudarem a entrar em contacto com ET

Sociedade

UniversalImagesGroup/Getty Images

O prémio é ser potencialmente o primeiro ser humano a comunicar com extraterrestres

O desafio é dos cientistas do Observatório Arecibo, em Porto Rico, onde está um gigantesco radiotelescópio. Basicamente, aquela é a principal ferramenta usada na procura de extraterrestres. É ali que trabalham alguns dos astrónomos e físicos mais inteligentes do mundo. Mas eles precisam de ajuda para o seu próximo grande projeto. E para isso estão a pedir ajuda aos mais novos.

Esta é uma história que remonta a 1974, quando aquela maquinaria toda foi usada para enviar uma transmissão de rádio, cuidadosamente elaborada, para o espaço. Era uma mensagem de zeros e outros algarismos, destinada a alertar os alienígenas para a nossa existência.

Só que, até hoje, nada. Não receberam quaisquer notícias de ET, a abreviatura mais usada para extraterrestres em todo o mundo, sobretudo desde que, em 1982, o realizador Steven Spielberg popularizou o nome com o filme E.T. the Extra-Terrestrial.

Agora, em homenagem ao 45º aniversário dessa primeira transmissão, os investigadores daquele observatório estão a preparar uma adenda ao projeto: só que, em vez de pedirem ajuda aos colegas, resolveram lançar um concurso à escala mundial. O objetivo é serem os mais novos, desde crianças do jardim de infância a jovens de 16 anos, a criarem uma nova mensagem para enviar aos extraterrestres. O prémio é simples: quem ganhar pode tornar-se o primeiro ser humano a entrar em contacto com vida alienígena.

Assim, equipas compostas por dez alunos, de várias nacionalidades e multidisciplinares, devem inscrever-se até 20 de março. Dica: quanto mais diversificada for a equipa, mais pontos ganha. As diretrizes do concurso aconselham ainda a usar todos as ferramentas possíveis – como redes sociais e afins – para arranjar parceiros em outros países ou regiões.

Os cientistas de Arecibo, conta a Vox, resolveram ainda aproveitaram este anúncio para assegurar ao mundo que, apesar da devastação que o furacão Maria provocou em Porto Rico em 2017, o observatório continua a funcionar. O desastre natural estragou a antena refletora do telescópio, mas isso já foi arranjado.

Ao mesmo tempo, andam a atualizar-se sobre o tipo de formato que os humanos devem usar para compor uma mensagem que seja compreensível por alienígenas. Afinal, um dos seus receios é que a mensagem original tenha sido baseada em suposições falsas – por exemplo, considerou-se que os ET tinham visão e, portanto, podiam ver o pictograma. E essa é a verdadeira razão porque pediram ajuda às crianças: consideram que os mais novos muitas vezes conseguem ultrapassar os problemas porque têm uma perspetiva do mundo que as rodeia completamente nova.