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Não há vegetais suficientes no mundo se todos fizermos uma dieta saudável

Sociedade

Sean Gallup/Getty

Cientistas dizem que é necessário mudar para plantações mais saudáveis e cultivo de proteínas vegetais para podermos ter dietas equilibradas

E se, de repente, todos optássemos por comer bem? Ou seja, se escolhêssemos uma alimentação saudável recheadas de vegetais e frutas? Se o fizéssemos não haveria para todos.

A forma como nos alimentamos hoje em dia, com um apetite voraz por açúcar e gordura, levou a uma quebra de plantação naquilo que faz parte da chamada dieta equilibrada. Assim, se de hoje para amanhã todos mudássemos para almoços e jantares com a dose de vegetais recomendada não haveria produção suficiente para satisfazer a procura.

Foi esta a conclusão a que chegaram vários investigadores do Canadá cujo estudo foi publicado esta semana no jornal científico Plos One.

O estudo teve como ponto de partida o guia “Healthy Eating Plate” (“Prato de Alimentação Saudável”, numa tradução livre), da Universidade de Harvard, que recomenda que a nossa dieta seja compostas da seguinte forma: metade em frutas e vegetais, um quarto de grãos integrais e o restante em proteínas, gorduras e lacticínios.

“Não podemos simplesmente adotar uma dieta saudável da forma como está o atual sistema agrícola global”, disse o professor Evan Fraser, da Universidade de Guelph, um dos coautores do estudo.

Esta alteração de hábitos alimentares reduziria as emissões de gases de efeito de estufa (a produção em massa de carne é um dos maiores emissores deste tipo de gases), o que seria bom para o Planeta, mas não é exequível enquanto a agricultura não mudar.

E, a não ser que se façam essas mudanças, em 2050, para alimentar 9,8 mil milhões de pessoas serão necessários mais 12 milhões de hectares de terras cultiváveis e mais de mil milhões de hectares de pastagens.