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As histórias por trás de 10 superstições comuns 

Sociedade

As superstições não se materializaram do nada. São anos de histórias e teorias que se cruzam, na tentativa de as tentar explicar. Conheça as origens surpreendentes, umas mais certas do que outras, por trás de algumas das superstições mais comuns

Partir um espelho dá sete anos de azar?

Os antigos romanos acreditavam que os espelhos guardavam partes das nossas almas. Partir um significaria uma rutura na saúde e no bem-estar de alguém. E porquê sete anos? Eles acreditavam que as almas se regeneravam a cada sete anos – sendo esse o tempo que duraria a infelicidade de alguém que partisse um espelho.

“Santinho” porquê?

Quando alguém espirra, a etiqueta social manda responder “santinho” (ou variações equivalentes). Porquê? No tempo dos romanos e gregos, bocejar e espirrar seriam atividades de alto risco - acreditava-se que a nossa alma poderia separar-se de nós quando o fazíamos.

Abrir um guarda-chuva dentro de casa dá azar?

No antigo Egito, os guarda-chuvas eram usados apenas pela nobreza e serviriam para proteger do sol, não da chuva. Os guarda-chuvas eram feitos de papiros e penas de pavão e inspirados na deusa egípcia do céu, Nut. A sombra de um guarda-chuva era, portanto, sagrada. Abrir um dentro de casa seria considerado um insulto aos deuses.

Afinal, qual é o problema dos gatos pretos?

Na Idade Média, as pessoas associavam gatos pretos ao diabo e a bruxarias. No século XIV, a associação era tal que as pessoas acreditavam que seriam os felinos os culpados da peste negra. Mais tarde, associaram os gatos pretos às chamadas bruxas, acreditando que fossem seus "familiares".

Porque não passar debaixo de uma escada?

A crença de que passar debaixo de uma escada dá má sorte terá que ver com a forma da escada quando encostada à parede, e com a importância do número três em certas religiões. No cristianismo, por exemplo, com a Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo. Atravessar o triângulo que a escada faz poderia ser visto como "quebrar" a Trindade.

13, o número do azar

Na última ceia, Judas Iscariotes - também conhecido como o homem que traiu Jesus Cristo – foi o 13º a chegar. Também Loki, o deus da discórdia na mitologia nórdica, chegou a um jantar como 13º convidado, gerando uma onda de protestos que culminou na morte de um dos convidados.

Judas também pode ser culpado pelo azar associado a derramar sal

Na famosa pintura de Leonardo da Vinci, "A Última Ceia", Judas Iscariotes tem o que se diz ser um saleiro derramado, perto do cotovelo. Porque Judas traiu Jesus, o sal que ele derrubou começou a ser associado com os seus erros.

Bater três vezes na madeira espanta os males?

Nas antigas culturas pagãs, acreditava-se que os espíritos e deuses viviam nas árvores. Bater em troncos de árvores era, portanto, uma tentativa de despertar os deuses e pedir-lhes proteção e boa sorte.

Porquê um trevo de quatro folhas?

O trevo de quatro folhas é considerado um amuleto de boa sorte devido à sua raridade na natureza. Estima-se que a probabilidade de encontrar um trevo de quatro folhas seja de um em 10.000 , tornando-os achados extremamente raros.

As estrelas cadentes realizam desejos?

Ptolomeu, astrónomo grego, por volta de 127-151 dC, escreveu que os Deuses, por curiosidade, observam a Terra entre as esferas terrestre e divina. Às vezes, as estrelas escorregavam pelo vão, tornando-se visíveis como estrelas cadentes. Assim sendo, quando se vissem estrelas cadentes, os deuses estariam a olhar para os humanos e mais dispostos a ouvir os seus pedidos.