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Comporta: Uma história de amor, amigos, escárnio e maldizer

Sociedade

Luís Barra

Em 60 anos, a Herdade da Comporta saiu das mãos inglesas para as portuguesas, foi nacionalizada e recuperada pelos Espírito Santo. Desde a ruína da família, a propriedade é cobiçada por portugueses e estrangeiros

1955

Manuel Espírito Santo Silva apaixona-se pelo estado selvagem da Herdade da Comporta, que lhe recorda África, e decide comprá-la à britânica Atlantic Company

1974

Após a Revolução de Abril, a propriedade é nacionalizada

ANOS 80

No final da década de 80, inicia-se o processo de devolução da herdade à família que, por seu lado, se compromete a valorizar o seu património natural, agrícola e urbanístico

1997

Sob orientação do seu administrador, Carlos Beirão da Veiga (neto de Manuel Espírito Santo Silva), parte da herdade (três mil hectares) é vendida a familiares e amigos

2003

A família decide apostar no potencial turístico daquele património e transformar a Comporta num destino capaz de atrair a elite mundial

2014

O Banco de Portugal toma o controlo do Banco Espírito Santo (BES) e anuncia a sua separação em ''banco mau'' e 'banco bom' (Novo Banco). É decretada a falência do universo Espírito Santo, do qual faz parte a Rio Forte (a holding que geria os negócios não financeiros do grupo)

2015

Dois americanos, de uma private equity mostram interesse na propriedade. Mas o arresto de bens e contas bancárias, determinado pelo Ministério Público, leva os liquidatários do Tribunal do Luxemburgo a suspender a venda

2017

Em julho, o empresário Pedro Almeida assina o contrato de compra e venda do fundo imobiliário que gere a Herdade da Comporta, nas mãos da Rio Forte. Mas a segunda tentativa de ficar com a propriedade também cai por terra, em novembro do mesmo ano, uma vez que o Ministério Público não levantou o arresto dos bens

2018

Perante a saída de Pedro Almeida do processo, Louis-Albert de Broglie, há muito interessado na herdade, retoma as diligências com vista à sua aquisição