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Intervenção em jovens dependentes de drogas e álcool em debate

Sociedade

Jovens das comunidades terapêuticas da ART no Norte irão contar experiências na primeira pessoa

Marcos Borga

Instituição que tem três comunidades terapêuticas só para adolescentes promove encontro para partilhar experiências e refletir sobre formas de melhorar a intervenção. Dia 8, no Porto

Rosa Ruela

Rosa Ruela

Jornalista

A promessa foi feita há quatro anos, ainda no decorrer do primeiro encontro ART – Associação de Respostas Terapêuticas, em Castro Verde: o encontro seguinte seria promovido na região Norte. “Afinal, duas das nossas 'casas' são no concelho de Marco de Canavezes”, lembra Carla Silva, diretora-geral desta instituição sem fins lucrativos, “e teremos jovens de lá a contarem as suas experiências.”

Até 2007, a associação só recebia adultos toxicodependentes nas suas comunidades terapêuticas. A viragem deu-se quando aceitou dois miúdos com 16 anos que consumiam substâncias psicoativas – “um desafio”, diz hoje Carla Silva. E a experiência correu tão bem que rapidamente a equipa técnica decidia passar a dedicar-se a 100% a intervir junto de jovens entre os 15 e os 18 anos.

Hoje, existem em todo o País apenas três comunidades terapêuticas destinadas unicamente a adolescentes que apresentem comportamentos desviantes e aditivos – e todas pertencem à ART. No Marco de Canavezes, a comunidade terapêutica Quinta do Sol situa-se em Magrelos, numa propriedade com 3 hectares, e a Quinta do Horizonte em Paredes de Viadores, com 4 hectares. A Sul fica a maior de todas, com uma área total de 5 hectares, numa planície junto a Castro Verde. Chama-se Quinta Horta da Nora e tem neste momento 52 adolescentes internados, como contamos no artigo Juventude Inquieta. LEIA A REPORTAGEM NA EDIÇÃO DESTA SEMANA

Na próxima terça-feira, 8, a experiência de trabalhar com jovens em comunidade será partilhada durante o segundo encontro promovido pela ART, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto. Além de dar a conhecer os resultados do trabalho preconizado pela associação, sob o tema Adolescência e Respostas em Comunidade Terapêutica serão debatidas formas de melhorar a intervenção.

“Interessa-nos também ter feedback do que andamos a fazer e conhecer pessoalmente os técnicos com os quais trabalhamos”, acrescenta Carla Silva, que vê este encontro como “mais um espaço de crescimento”.

Entre os oradores, o destaque vai naturalmente para Pedro Strecht, pedopsiquiatra da ART, com uma vasta experiência a trabalhar com crianças e adolescentes, e para Richard Rollinson, diretor do Planned Environment Therapy Trust, fundado em 1966, em Gloucestershire (Reino Unido), para promover e apoiar abordagens terapêuticas no tratamento de crianças e adultos que tenham sofrido danos emocionais e psicológicos.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA VISÃO DESTA SEMANA, QUINTA FEIRA, 3 DE MAIO, NAS BANCAS