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Manuel Pinho recebeu não 1, mas 2 milhões de euros do saco azul do GES. Pagamentos começaram em 2002

Sociedade

Luís Barra

Manuel Pinho começou a receber transferências da Espírito Santo Enterprises em julho de 2002. Enquanto foi ministro da Economia recebeu mais de 793 mil euros.

Manuel Pinho recebeu do alegado saco azul do Grupo Espírito Santo não 1 mas dois milhões de euros. As transferências da Espírito Santo Enterprises começaram em julho de 2002 e foram feitas para uma das suas quatro offshores: a Mesete II. Essas transferências, na ordem dos 15 mil euros mensais, continuaram depois a ser feitas até julho de 2012.

Só no período em que Pinho foi ministro da Economia, chegaram às suas contas, via Mesete II e via Tartaruga Foundation, mais de 793 mil euros.

Mas na verdade os pagamentos da ES Enterprises para Pinho não terminaram aí. Em 2013 e 2014, o ex-ministro recebeu mais 315 mil euros, só que desta vez para uma conta que detinha no Banque Privée Espírito Santo.

Estas são algumas das informações que o processo conhecido como Caso EDP foi buscar à Operação Marquês. No caso das rendas da EDP, Manuel Pinho é suspeito de receber pagamentos do GES em troca de beneficiar a EDP quando era ministro e, por arrasto, o BES, que era então acionista da eléctrica.

  • Ministério Público descobriu quatro offshores de Manuel Pinho

    Sociedade

    O ex-ministro da Economia tinha pelo menos quatro sociedades offshore, averiguou a VISÃO junto de fontes conheceras do processo EDP. A investigação descobriu ainda cinco novos emails que mostram que Manuel Pinho terá estado a par das negociações entre António Mexia, presidente da EDP, e a Universidade de Columbia, sobre a sua contratação para dar aulas naquela universidade americana

  • Ricardo Salgado já foi constituído arguido no caso EDP

    Sociedade

    O ex-presidente do Banco Espírito Santo foi constituído arguido pela quarta vez, desta vez no caso EDP, devido às transferências feitas da Espírito Santo Enterprises para Manuel Pinho, algumas delas enquanto era ministro da Economia. À semelhança dos outros arguidos do processo, Ricardo Salgado só será interrogado mais tarde