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Podemos confiar no que comemos?

Sociedade

Carmo Lico e André Moreira

Pota a passar por polvo, porco a fingir que é vaca, mel com açúcar, peixe com aditivos que retêm a água e o tornam mais pesado. Eis alguns dos logros mais comuns nos alimentos revelados na investigação da VISÃO desta semana. E os cidadãos, sabem o que andam a comer?

André Moreira

André Moreira

Jornalista Multimédia

No dia em que se assinala o Dia Mundial do Consumidor (15 de março), fazemos capa com um artigo de fundo sobre a fraude alimentar. E fomos para a rua perguntar aos cidadãos se confiam no que compram para comer. Veja o eles dizem.

A fraude alimetar é um crime. Um crime que nos afeta a todos, nas nossas rotinas, quando vamos ao supermercado, à peixaria, ao talho, ao restaurante. Um crime global, muitas vezes nas mãos de gangues e com lucros equiparados aos do tráfico de droga. E um crime que compensa, face aos leves castigos – sobretudo em Portugal, onde vigora uma lei anacrónica.

Durante os dois meses em que esteve a preparar esta investigação, 
o jornalista Luís Ribeiro, coordenador da secção de Sociedade da VISÃO, falou com mais de uma dezena de especialistas alimentares, técnicos de laboratórios e representantes dos setores mais afetados, incluindo o inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Pedro Portugal Gaspar.

O resultado pode lê-lo na VISÃO desta semana, numa reportagem que conduz o leitor por este mundo do gato por lebre ou, mais rigorosamente, pelo mundo do paloco por bacalhau, da pota por polvo, do açúcar por mel, do óleo por azeite, do porco por vaca. Porque, como um em cada dez produtos é afetado pela fraude, a questão não é saber se andamos a ser enganados – é saber quando somos enganados.