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O fim do kebab?

Sociedade

A venda de kebabs pode estar em risco se o Parlamento Europeu aprovar o fim da utilização de fosfatos na carne

D.R.

A União Europeia vai votar a proibição do uso de fosfatos. O aditivo essencial para fazer kebabs

Lá para o meio deste mês o Parlamento Europeu vai votar uma proposta da Comissão Europeia de permitir o uso de fosfatos na carne usada nos kebabs – os rolos de carne prensada que se assam num ferro vertical que vai girando e que, depois, são cortadas em fatias fininhas para pôr no pão.

A medida já foi votada pelos eurodeputados da Comissão de Saúde do Parlamento Europeu, com 32 deles a votar a favor da proibição contra os 22 que pretendem que o uso do aditivo continue.

Os fosfatos utilizam-se para proteger o sabor da carne, mantê-la tenra e com água, mas segundo a Comissão de Saúde, existem “graves preocupações no impacto que têm na saúde”.

As regras da União Europeia não permitem o uso deste aditivo nos preparados de carne, no entanto, nos últimos anos, foram feitas algumas exceções para conservar melhor a qualidade da carne e estas tornaram-se cada vez mais o uso corrente.

O voto contra dos eurodeputados está relacionado com o último estudo científico, em 2012, sobre este produto que diz ser um potenciador de desenvolvimento de “doenças cardiovasculares”. Apesar disso, a Autoridade Europeia de Saúde Alimentar conclui de forma contrária e disse que não é possível concluir que haja esse risco e que reavaliará a situação em 2018.

Os fosfatos aumentam o peso da carne, já que mantêm a água, nomeadamente na que se cozinha da vertical, caso dos kebabs.

De acordo com o jornal inglês The Guardian trabalham, atualmente, cerca de 200 mil pessoas neste tipo de restaurantes em toda a Europa.