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7 formas de melhorar a memória comprovadas pela ciência

Sociedade

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A capacidade de memória que o cérebro humano tem é infinita, mas não são raras as dificuldades em decorar um nome, um aniversário ou um número de telefone. Vai uma ajudinha?

Sair de casa sem a carteira, esquecer o telemóvel no local de trabalho ou até mesmo marcar dois compromissos no mesmo dia são pequenos alertas que podem indicar que a memória começa a falhar e esta falha está, muitas vezes, relacionada com a idade.

Estas são sete formas, com efeitos cientificamente comprovados, para esquecer menos e lembrar mais.

Praticar exercícios aeróbicos

O exercício não só é bom para manter um corpo saudável como também ajuda a manter uma memória eficaz.

Segundo um estudo, conduzido por uma equipa de investigadores americanos, o exercício físico aumenta o tamanho do hipocampo (que se localiza no lobo temporal do cérebro e é responsável pela consolidação de novas informações) e melhora a memória. De acordo com os resultados obtidos pelo estudo, a prática regular de exercício físico, mais especificamente o aeróbico, é eficaz na reversão da perda de volume do hipocampo (que encolhe no final da idade adulta e prejudica a memória).

Um outro estudo, conduzido por investigadores do Texas, nos Estados Unidos, revelou que o exercício aeróbico melhora o cérebro e a capacidade cognitiva. No estudo 37 adultos sedentários, com idades compreendidas entre os 57 e os 75 anos, praticaram exercícios aeróbicos durante 12 semanas com três sessões de uma hora por semana. Os resultados obtidos sugerem que o exercício aeróbico melhora a capacidade cognitiva do cérebro em adultos sedentários, incluindo a memória.

Mastigar pastilhas elásticas

Segundo um estudo, conduzido por investigadores da Universidade de Cardiff no Reino Unido, enquanto se adquire novos conhecimentos melhora a memória. No estudo, os participantes tinham de completar uma tarefa que implicava memória e os resultados obtidos permitiram concluir que aqueles que tinham mastigado uma pastilha elástica durante o estudo foram mais precisos e tiveram menores tempos de reação quando chamados a usar a memória.

Um outro estudo, conduzido por investigadores britânicos, chegou às mesmas conclusões. Os investigadores descobriram também que os participantes que mastigaram uma pastilha elástica durantes os testes de memória de curto e longo prazo obtiveram pontuações significativamente melhores.

Beber café

Segundo um estudo, conduzido por investigadores americanos, a cafeína aumenta a consolidação da memória. Os investigadores descobriram que o desempenho da memória melhorou significativamente após 24 horas de ingestão de cafeína. Cada participante tinha de memorizar um conjunto de imagens e depois era testado, visualizando as mesmas imagens, imagens semelhantes e imagens completamente diferentes. A tarefa era escolher quais as imagens que tinham visualizados sem se confundirem com as imagens muito semelhantes. Segundo os investigadores, os melhores efeitos ocorreram quando a cafeína foi ingerida depois da tarefa e não antes.

Meditar para melhorar a memória de trabalho

A memória de trabalho permite um armazenamento temporário de informações com capacidade limitada. Ou seja, as informações são armazenadas durante um período de tempo sendo depois esquecidas. Por exemplo, se tem de ir para um determinado sítio memoriza o endereço desse lugar. Mas assim que lá chega, se não voltar a precisar mais desse endereço, esquece-o.

Ter uma boa memória de trabalho facilita as rotinas diárias tendo em conta que a memória de trabalho é algo que utilizámos todos os dias. No entanto se não conseguirmos usufruir da memória de trabalho na sua capacidade máxima, meditar pode ajudar.

Segundo um estudo, conduzido por investigadores americanos, a meditação melhora a memória. Os participantes do estudo, que não tinham qualquer experiência em meditação, foram submetidos a uma experiência de meditação de oito semanas. Os resultados obtidos sugerem que apenas em oito semanas os efeitos da meditação podem influenciar a aprendizagem e desta forma resultar em mudanças na função mental.

Um outro estudo, conduzido por investigadores americanos, revelou que a prática de meditação melhorou a memória de trabalho em apenas duas semanas.

Durante a meditação o cérebro deixa de processar ativamente a informação como acontece normalmente, por isso é que a memória beneficia com a meditação porque há uma maior concentração.

Comer frutos vermelhos melhora a memória a longo prazo

Um estudo, conduzido por investigadores da The Peninsula College of Medicine and Dentistry na Inglaterra, descobriu que introduzir mirtilos na alimentação durante doze semanas melhorou o desempenho em tarefas de memória de trabalho espacial. Os efeitos surgiram três semanas após a introdução de mirtilos na alimentação e continuaram até ao fim do estudo.

Dormir mais para consolidar memórias

O sono é um dos elementos mais importantes para ter uma boa memória e há estudos que o comprovam. Um estudo, conduzido por investigadores da Universidade de Lubeck na Alemanha, revelou que o sono otimiza a consolidação de informações recentemente adquiridas. No mesmo sentido, outro estudo, conduzido investigadores americanos, revelou que a privação do sono pode afetar a capacidade a capacidade de consolidar novas memórias.

Exercitar o cérebro

Tal como o corpo precisa de ser exercitado para se desenvolver de forma saudável, o cérebro também precisa de ser treinado, estimulado e desenvolvido.

Há vários exercícios específicos para melhorar a memória. Por exemplo ir às compras e, à medida que coloca os alimentos ou objetos no carrinho, tentar calcular mentalmente o valor total das compras. Fazer palavras cruzadas é, também, uma forma de melhorar a memória. A leitura é também uma boa forma de treinar a memória, tendo em conta que é uma das atividades cerebrais mais completas.