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Hermínio Loureiro e mais seis detidos em operação da Judiciária

Sociedade

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José Carlos Carvalho

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo, e o ex-presidente Hermínio Loureiro, foram detidos por suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo, e o ex-presidente Hermínio Loureiro, foram detidos por suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência, disse hoje à Lusa fonte da PJ

A Polícia Judiciária do Norte anunciou hoje, em comunicado, que deteve sete pessoas, entre elas um presidente de câmara e um ex-autarca, por suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência, numa investigação que dura há um ano e que envolveu 31 buscas, designadamente a cinco câmaras municipais e cinco clubes locais de futebol.

Fonte da Polícia Judiciária ligada à investigação avançou à Lusa que o autarca detido é o atual presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, e que o ex-autarca detido é Hermínio Loureiro.

Cerca de 90 elementos da Polícia Judiciária e vários magistrados do Ministério Público participaram na operação "Ajuste Secreto" que envolveu 31 buscas domiciliárias, designadamente a cinco câmaras municipais e cinco clubes locais de futebol.

Fonte da Judiciária adiantou à Lusa que os cinco clubes de futebol que foram alvo de buscas são "todos do concelho de Oliveira de Azeméis".

"A investigação permitiu até ao momento a obtenção de fortes indícios da existência de relações privilegiadas entre os suspeitos que, ao longo do último ano, têm visado a realização de diversas obras em diferentes localidades, manipulando as regras de contratação pública", lê-se no comunicado enviado hoje às redações.

Os detidos têm idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos, sendo um autarca, um ex-autarca, um funcionário camarário e os restantes empresários de profissão e serão presentes a primeiro interrogatório judicial à competente autoridade judiciária para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.