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SIC não responde às "tertúlias" de Isabel dos Santos nas redes sociais

Sociedade

Luís Coelho

O único comentário da televisão do Grupo Impresa aponta para a preocupação "com a liberdade de informação" e "a prestação de serviços de qualidade aos seus clientes"

A dona da distribuidora angolana de televisão por subscrição Zap escreveu hoje que "a SIC é muito cara" e que a exclusão dos canais do grupo português Impresa é uma decisão comercial.

Fonte oficial da estação de Carnaxide afirmou hoje que "a SIC preocupa-se essencialmente com a liberdade de informação e com a prestação de serviços de qualidade aos seus clientes", pelo que "não vai, por isso mesmo, deixar-se enredar em 'tertúlias' nas redes sociais".

A posição foi hoje assumida por Isabel dos Santos, filha do chefe de Estado angolano, numa publicação que colocou nas redes sociais, onde tem estado ativa há vários dias, e que surge depois de a distribuidora DStv ter tomado a mesma medida, excluindo desde segunda-feira também os canais SIC Internacional África e SIC Notícias da sua grelha, como já tinha feito a Zap, em março.

"A inconfessável ganância comercial do milionário Pinto Balsemão. Em Angola quer encaixar pela SIC um milhão de euros/ano. A comparar com a BBC 33 mil euros/ano ou a Al Jazeera 66 mil euros/ano", escreve Isabel dos Santos.

Sem nunca se referir diretamente às decisões de exclusão da grelha das duas distribuidoras que operam em Angola (Zap e DStv) daqueles dois canais do grupo Impresa, presidido por Francisco Pinto Balsemão, Isabel dos Santos afirma que "a razão é comercial e não política".

"A SIC é muito cara", conclui a empresária, no mesmo texto, escrito em português, inglês e francês.