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Portugueses ganharam mais de dois anos de vida numa década

Sociedade

MARCUS BRANDT/ Getty Images

Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que, na última década, a população portuguesa registou um aumento de 2,44 anos de esperança média de vida. As mulheres continuam a viver mais do que os homens, mas a diferença está a diminuir

Francisco Perez

A esperança de vida à nascença aumentou 2,44 anos para a população portuguesa residente na última década, revelam os dados das "Tábuas de Mortalidade para Portugal 2014--2016" do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta segunda-feira. Os portugueses podem agora esperar chegar aos 80,62 anos, sendo que a esperança média de vida continua a ser mais alta nas mulheres: 83,33 contra 77,61 dos homens, uma diferença de 5,72 anos. Estes números dizem respeito ao período entre 2014 e 2016.

No relatório, o INE menciona que, em relação ao período compreendido entre 2013 e 2015, os homens vivem mais três meses e as mulheres 1,2 meses.

O instituto refere que esta dinâmica para a população feminina resulta, sobretudo, “da redução na mortalidade nas idades iguais ou superiores a 60 anos”, ao passo que os homens, “apesar da importância da diminuição na mortalidade nas idades mais avançadas”, vivem mais devido à redução da mortalidade em idades inferiores aos 60 anos, particularmente entre os 35 e os 59.

Na última década, ainda que as mulheres vivam mais tempo, têm-se verificado uma diminuição destes valores. Em 2006, a diferença situava-se em 6,52 anos, em 2016 esteva nos 5,72.

Segundo o INE, no período entre 2014 e 2016, 65,2% dos óbitos ocorreu em idades superiores aos 80 anos, sendo que 54,9% dos homens morreram a partir desta faixa etária. Nas mulheres, este número é consideravelmente superior: 74,8 por cento.

O estudo acrescenta ainda que a idade mais frequente dos óbitos masculinos foi 86 anos e 88 nos femininos, tendo subido um ano para ambos em relação a 2006.