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Parecem estrelas, não parecem? Mas não são

Sociedade

NASA's Goddard Space Flight Center/Katrina Jackson

São galáxias, centenas de galáxias, registadas numa só fotografia. É mais uma obra do telescópio Hubble e permitiu descobrir um efeito original deste aglomerado: funciona com uma espécie de "casa dos espelhos" cósmica

Entre estrelas e nebulosas, o telescópio tspacial Hubble já captou imagens incríveis do universo. E voltou a impressionar.

A imagem, publicada pela NASA, revela um aglomerado de galáxias, denominado Abell 370, que está localizado a 6 mil milhões de anos-luz de distância da Terra. Podemos observar galáxias espirais (idênticas à nossa) e galáxias elípticas, de cor amarelada, não tão familiares.

A foto de Abell 370 também revela uma curiosidade cósmica: o enorme aglomerado de galáxias deforma o tecido espacial e o tempo que o rodeia, como se fosse uma lente enorme.

Este efeito é visível na imagem: Os traços azuis são, na realidade, imagens distorcidas de galáxias distantes, explica a NASA.

A Abell 370 é o último de seis conjuntos de galáxias fotografados no projeto Frontier Fields, concluído recentemente. Esta ambiciosa colaboração entre os Grandes Observatórios Astronómicos da NASA e outros telescópios aproveitou o poder de enormes aglomerados de galáxias para sondar, através da lente gravitacional, os primeiros estágios de desenvolvimento de galáxias.

Não é a primeira vez que o telescópio surpreende. Em 1995, pouco tempo depois de os astronautas terem reparado a câmara do Hubble, os cientistas direcionaram o telescópio para uma parte de céu noturno que parecia vazio e instruíram-no que captasse 342 exposições, em dez dias. Os resultados foram surpreendentes: quando os cientistas pensavam que iam encontrar imagens sem nada, o telescópio revelou 3 mil galáxias escondidas naquele pedaço de céu aparentemente vazio.