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O segredo para a felicidade? Investigadores acreditam que o encontraram em cartas dos anos 30

Sociedade

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AFP

Uma análise às respostas de 226 pessoas sobre o que as fazia felizes, em 1938, encontrou um padrão

Quando, em 1938, os responsáveis do jornal Bolton Evening News desafiaram os leitores para uma competição para encontrar a melhor carta sobre "o que significa a felicidade para si e para os seus?" estavam, certamente, longe de imaginar que seriam notícia 80 anos depois. Os 226 manuscritos recebidos transcritos e analisados agora por investigadores da Universidade de Bolton, no Reino Unido, e as conclusões foram agora apresentadas na Conferência Anual da Sociedade Britânica de Psicologia por Sandie McHugh, que liderou o estudo.

E o que concluiram os investigadores? Que o foco das pessoas, na altura das cartas, estava na família, no auxílio aos outros e na "paz de espírito". A equipa conclui que, hoje em dia, as pessoas são mais "passivas" porque passam muito tempo na Internet e nas redes sociais em particular. Isto, acreditam, afeta o nosso aproveitamento da vida porque não somos "agentes ativos" no nosso próprio tempo livre.

Os autores das cartas eram "agentes e atores" das suas atividades de lazer, explica Sandie McHugh. "Na era atual de informação, as nossas vidas e lazer são mais individualistas", compara.

"As pessoas podiam interrogar-se se não passam demasiado do seu tempo livre na Internet em vez de estar com outras pessoas e se esse tempo não é de natureza mais passiva do que ativa", sugere ainda a investigadora.

A equipa defende agora que os resultados do estudo devem servir para consciencializar as entidades governamentais e sugerem a promoção de mais atividades coletivas, como o voluntariado, para contornar situações de isolamento e dependência das redes sociais.