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Apenas uns "cliques" separam os jovens do cibercrime

Sociedade

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Sean Gallup

Não são necessárias altas capacidades para mergulhar no mundo dos crimes cibernéticos. Na verdade, basta querer. Um estudo revela que as ferramentas estão ao acesso de qualquer um

Por norma, associamos as atividades ilegais praticadas na internet a mentes brilhantes, mas um estudo revela que não são necessárias capacidades extraordinárias para entrar no mundo dos crimes virtuais.

De acordo com uma pesquisa da National Crime Agency (NCA), é relativamente fácil aceder a tutoriais e vídeos que revelam quais as ferramentas para praticar pirataria - ou hacking, termo em inglês pelo qual a atividade é conhecida.

"Com ferramentas como booters ou Remote Access Trojan (RAT), os utilizadores podem efetuar pagamentos (ou falsos pagamentos) e começar a praticar atividades Ilegais", diz o estudo.

Muitas vezes, o que leva os jovens a aderir a este tipo de atividades é o retorno financeiro. Mas esta não é a motivação fundamental. a realização pessoal e a criação de uma reputação são os fatores mais determinantes.

Ao contrário da ideia convencional de que os hackers são pessoas anti-sociais, o estudo demonstra o oposto: "Seja para idolatrar um membro sénior de um fórum ou ganhar o respeito e reputação dos outros utilizadores para partilhar informação, a comunidade de hackers tenta progredir nas interações sociais."

O relatório da pesquisa demonstrou que a idade média dos jovens que adere a este tipo de atividades é de dezassete anos e é improvável que tenham tendência para se envolver em crimes tradicionais, como roubos.

"Há um grande interesse em alcançar os jovens antes de eles começarem a praticar crimes cibernéticos, quando as suas capacidades ainda podem ser utilizadas para o bem. O objetivo desta avaliação foi compreender o modo como atuam os hackers e identificar pontos de intervenção mais eficazes para desviá-los desse caminho", cita o The Independent.