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Príncipe Harry revela como lidou com a morte da mãe em entrevista inédita

Sociedade

Chris Jackson/ Getty Images

Harry tinha 12 anos quando a Princesa Diana morreu. Durante toda a adolescência e parte da vida adulta, nunca falou desse acontecimento. Mas quando se deparou com problemas de ansiedade, decidiu enfrentar os fantasmas e procurou acompanhamento psicológico. Revelações feitas 20 anos depois, numa entrevista inédita ao The Telegragh

Quase duas décadas depois da morte da Princesa Diana, o filho mais novo, príncipe Harry, revela ao The Telegraph detalhes sobre como lidou com a morte da mãe e quais as repercussões que isso teve na sua vida.

Bryony Gordon, jornalista do The Telegraph, conduziu a conversa que fez parte do primeiro episódio do seu podcast, Mad World, no qual vai entrevistar personalidades importantes para que falem de experiências pessoais com problemas de saúde mental.

O príncipe, agora com 32 anos, revelou que só aos 28 começou a falar sobre a morte da mãe. Até esse momento, "fechou as emoções", apesar do seu irmão, o príncipe William, o incentivar a procurar ajuda.

Harry admite que isso o transtornou tanto na vida pessoal como profissional: "Posso dizer com toda a certeza que perder a minha mãe aos 12 anos e, por conseguinte, fechar todas as emoções durante os últimos 20 anos, teve um efeito muito sério não apenas na minha vida pessoal, mas também no meu trabalho."

A conversa de 30 minutos obteve declarações únicas, nomeadamente, a de que o príncipe recorreu a acompanhamento psicológico quase duas décadas depois do acontecimento trágico que o marcou, quando se confrontou com problemas de ansiedade: "Eu provavelmente estive muito perto de um colapso completo em várias ocasiões", quando todos os tipos de sofrimento, mentiras e equívocos surgiam "de todos os ângulos."

"Decidi enterrar a cabeça na areia e não pensar na minha mãe. Em que é que isso ajudaria?", revela quando questionado sobre como lidou com a morte da mãe. Mais tarde, quando começou a sentir-se frustrado, dedicou-se ao boxe para combater os momentos mais angustiantes.

Anos mais tarde, quando começou a falar do assunto, o príncipe percebeu que algo de errado se passava: "Comecei a ter algumas conversas e, de repente, todo esse sofrimento que eu nunca processei antes, começou a ficar explicito e eu percebi que existia um monte de coisas em mim que eu precisava de resolver."

Harry realça a importância de William, ao longo dos anos, que o tentou consciencializar para o que estava a acontecer e o aconselhou a procurar alguém com quem conversar sobre o assunto.

Harry nunca tinha falado da morte da mãe e fê-lo agora para incentivar as pessoas a quebrar o estigma que envolve as questões de saúde mental. Após ser acompanhado psicologicamente, o príncipe revela que isso transformou todas as áreas da sua vida para melhor.

"Depois do processo que passei nos últimos dois anos e meio, agora sou capaz de levar o meu trabalho a sério, a minha vida privada a sério também. E sou capaz de colocar sangue, suor e lágrimas nas coisas que realmente fazem a diferença e no que eu acho que pode fazer a diferença nos outros também", remata.