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13 comportamentos que, diz a ciência, fazem os outros implicar logo connosco

Sociedade

FREDERIC J. BROWN/ Getty Images

Ninguém agrada a toda a gente, mas, muitas vezes, a explicação para não se gostar de alguém está no seu comportamento. Estas 13 atitudes, por exemplo, dão comprovadamente azo a más impressões

Já se sabe que só se tem uma oportunidade para causar uma boa primeira impressão. Desde a roupa aos movimentos corporais, tudo o que fazemos está sujeito a ser julgado.

O Business Insider compilou 13 comportamentos e atitudes que vários estudos mostraram que deve evitar, se quiser que gostem de si.

1 - Partilhar demasiadas fotos nas redes sociais

Se é daqueles que faz registos fotográficos minuciosos dos jantares com amigos e das festas de família e os publica nas redes sociais, é melhor parar.

Um estudo realizado em 2013, pela Birmingham Business School, no Reino Unido, apurou que publicar muitas fotos nas redes sociais pode afetar os relacionamentos na vida real.

"Isso acontece porque as pessoas, além dos amigos e familiares, parecem não gostar de se relacionar com pessoas que constantemente partilham fotografias de si próprios", explica David Houghton, autor do estudo.

Bem Marder, professor da Universidade de Edimburgo, que também colaborou com o estudo, e alerta, por seu lado: "Tenha cuidado ao partilhar, pense como será percebido pelas pessoas que vão ver. Embora a partilha seja uma ótima maneira de melhorar relacionamentos, pode danificá-los também."

2 - Ter muitos ou poucos amigos no Facebook

Um estudo, realizado em 2008, pelos investigadores da Universidade do Michigan, nos EUA, demonstrou que ter demasiados amigos nas redes sociais pode ser negativo, mas ter manifestamente poucos também não é favorável.

O estudo consistia em pedir aos estudantes universitários que olhassem para perfis de Facebook falsos e, posteriormente, classificassem quanto gostaram dos seus respetivos donos.

Os resultados demonstraram que a média de amigos no Facebook deve rondar os 300. Os estudantes classificaram negativamente os utilizadores com cerca de 100 amigos, à semelhança do que aconteceu com perfis com mais de três centenas.

"Indivíduos com muitos amigos podem parecer demasiado dedicados ao Facebook", explicam os autores do estudo.

Os estudantes que realizaram o teste tinham em média 300 amigos no Facebook. Mas os investigadores reconhecem que numa comunidade onde a média de amigos seja mil, o número ideal para causar boa impressão seria esse.

3 - Contar confidências demasiado cedo

No geral, as pessoas reforçam os laços emocionais quando contam confidências ao parceiro. Essa é uma das melhores maneiras de estabelecer amizades na vida adulta. No entanto, pode ter o sentido inverso.

Os psicólogos afirmam que revelar informações íntimas antes de amadurecer a relação pode transmitir uma imagem de insegurança e diminuir a simpatia.

Um estudo de 2013, conduzido por Susan Sprecher, na Universidade de Illinois, EUA, sugere que as relações devem ser introduzidas com partilhas mais comuns, como hobbies ou memórias de infância, antes de serem confidenciados segredos ou questões íntimas.

4 - Questionar a outra pessoa sem falar sobre si mesmo primeiro

Esse mesmo estudo realizado em 2013, ressalva a ideia de que a auto-revelação pode aproximar as pessoas, num processo de reciprocidade. Geralmente, as pessoas tendem a não gostar quando contam algo íntimo e não são retribuídas com o mesmo gesto.

No estudo, os participantes conversavam com desconhecidos e falavam de si durante 12 minutos. Outros apenas falavam de si. Os resultados mostraram que os participantes gostaram significativamente mais das pessoas que também falaram delas próprias.

5 - Publicar uma foto de perfil demasiado próxima

Se a sua foto de perfil é daquelas que parece esmagar o ecrã de tão próxima que está, então retire-a imediatamente.

O Instituto de Tecnologia da Califórnia realizou pesquisas nesse âmbito e sugere que as fotografias de rosto devem ser tiradas com um mínimo de cerca de meio metro para transmitirem mais confiança.

6 - Esconder as suas emoções

Algumas pesquisas comprovam que mostrar os sentimentos verdadeiros é uma boa estratégia para levar a que as pessoas gostem de si.

Um estudo realizado o ano passado, por investigadores da Universidade de Oregon, nos EUA, analisou as emoções através de uma experiência: Os investigadores filmaram pessoas enquanto assistiam a duas cenas de cinema: a parte do falso orgasmo no filme "When Harry Met Sally" e uma cena triste do filme "The Champ". Em alguns casos, os atores receberam indicações para reagirem naturalmente, noutros, para disfarçarem as suas emoções.

Os resultados demonstraram que as pessoas que fingiam as emoções tornavam-se menos agradáveis do que as pessoas que se expressavam naturalmente.

7 - Ser demasiado simpático

Diz-se que quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Um estudo de 2010 confirma o ditado.

Os investigadores da Universidade Estadual de Washington e do Instituto de Pesquisa no Deserto colocaram estudantes universitários, da Harvard Business School, a jogar computador contra quatro outros jogadores, que seguiam as manipulações indicadas pelos investigadores.

"O jogo consistia em colocar cada participante num grupo de cinco pessoas, sem conhecer os outros membros. A todos foram feitas doações que eles poderiam optar por manter ou retornar, no todo ou em parte" explicou um dos autores do estudo.

Os participantes foram informados que, no fim do semestre, alguns iam ser escolhidos aleatoriamente e, com as suas participações, iam ter direito a refeições, vouchers e cupões para descontar no restaurante da universidade.

Alguns dos falsos participantes desistiram e só levaram alguns vouchers. Após esta atitude altruísta, a maioria dos participantes disse que não queria trabalhar mais com aquele companheiro de jogo.

8 - Ser "gabarolas"

Muitas vezes, para forçar boas impressões, as pessoas têm tendência para se gabar de algo que tenham feito ou adquirido. Mas, se este comportamento tem a intenções de ser benéfico para as relações, um estudo da Harvard Business School mostra o contrário.

No estudo, um grupo de estudantes da universidade foi convidado a escrever, com a maior franqueza, o que responderiam a uma pergunta numa entrevista de emprego. Os resultados mostraram que três em quatro estudantes gabaram-se de alguma característica, nomeadamente perfecionismo e exigência no trabalho.

9 - Ficar demasiado nervoso

Se tem tendência para transpirar em situações de stress, tente disfarçar.

Em 2013, investigadores do Centro de Sentidos Químicos da Monell fizeram algumas pessoas participar numa experiência que avaliava vários tipos de suor.

Os participantes assistiram a vídeos que mostravam mulheres em situações comuns do quotidiano, como trabalhar num escritório ou cuidar dos filhos. Enquanto observavam os vídeos, cheiraram três tipos de suor: o suor produzido durante a prática de exercício físico; o suor produzido durante uma situação de stress e o suor em situação de stress com o uso de antitranspirantes.

Posteriormente, os participantes foram convidados a avaliar as mulheres. Os resultados mostraram que as avaliações foram mais baixas quando os participantes sentiram o cheiro do suor em situações de stress, e mais altas quando sentiram o cheiro do suor, em situação de stress com o uso de antitranspirantes.

10 - Não sorrir

Quando conhecer alguém novo, mesmo que se sinta retraído, tente sorrir naturalmente.

Um estudo da Universidade de Wyoming, nos EUA, solicitou a 100 mulheres que olhassem para fotos de outra mulher em quatro situações diferentes: a sorrir com uma postura aberta; a sorrir com uma postura fechado; sem sorrir numa postura aberta e sem sorrir numa postura fechada

Os resultados demonstraram que, independentemente da posição corporal, a mulher da foto era mais apreciada quando sorria.

11 - Agir como se não gostasse da pessoa

Os cientistas apelam para a chamada "reciprocidade de gostar": quando pensamos que alguém gosta de nós, temos tendência em gostar da pessoa também.

Recentemente, investigadores da Universidade de Waterloo e da Universidade de Manitoba, descobriram que, quando esperamos que as pessoas nos aceitem, agimos mais calorosamente com elas, o que aumenta as hipóteses de elas virem a gostar realmente de nós.

Resumindo: Mesmo que não saiba o que a pessoa pensa a seu respeito, aja como se ela gostasse de si e isso tornará a relação entre as duas mais agradável.

12 - Ter um nome difícil de pronunciar

Este não depende, provavalmente, de si. Mas um estudo realizado em 2012, por investigadores da Universidade e Melbourne, da Universidade de Leuven e da Universidade de Nova York, apurou que as pessoas com apelidos mais complicados de pronunciar são julgadas de forma mais negativa.

Numa experiência que fazia parte do estudo, um grupo de estudantes, ao lerem artigos de jornais, tinham tendência escolher artigos sobre pessoas com nomes mais fáceis de ler.

13 - Invocar o nome de pessoas conhecidas em vão

Pode ser tentador mencionar o nome desta ou aquela personalidade como fazendo parte do seu círculo pessoal para tentar impressionar a pessoa com quem está a conversar. No entanto, esta tática pode ser traiçoeira.

Segundo uma pesquisa, realizada em 2009, da Universidade de Zurique, abordar nomes com relevância social pode tornar as pessoas mais desagradáveis.

Para o estudo, os estudantes da Universidade de Zurique trocaram e-mails (escritos pelos investigadores) com outras.

Em alguns e-mails, a pessoa com quem os estudantes estavam a falar mencionou que Roger Federer era seu amigo que tinham trabalhado juntos. Noutro a pessoa só mencionou que Federer era seu amigo. Noutro a pessoa apenas mencionou que era fã do tenista. E em alguns e-mails a pessoa não mencionou o nome de Roger Federer.

Os resultados demonstraram que quanto mais forte era a suposta associação entre a pessoa e Federer, menos os participantes gostaram da pessoas.