Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

E se a sua empresa lhe implantasse um microchip na mão? Porque um cartão é tão século XX...

Sociedade

São do tamanho de um grão de arroz e funcionam como um cartão normal de empresa: abre portas, dá acesso a impressoras, paga o lanche... só que estão implantados nas mãos

A demonstração do CEO e co-fundador da Epicenter, Patrick Mesterton, diz tudo: faz um gesto junto a uma porta trancada e esta abre-se. "Basicamente substitui várias coisas, outros dispositivos de comunicação, sejam cartões de crédito ou chaves", explica, à Associated Press.

O processo é simples: basta uma injeção na mão, quase indolor, e apenas com um clique o microchip é injetado. Até agora, já foram injetados 150 colaboradores da Epicenter, fazendo deste processo o maior do género até à data.

"As pessoas têm implantado pacemakers e outras coisas para controlar o coração. Isso é uma coisa muito mais séria do que ter um pequeno chip que pode comunicar com dispositivos", desvaloriza Mesterton

Os pequenos chips são constituídos por uma tecnologia Near Field Communication (NFC), já existente em alguns cartões de crédito e em smartphones, que não necessitam de contacto fisico com outros dispositivos para realizar tarefas como pagamentos.

Apesar das vantagens, como a conveniência, este avanço tecnológico está a levantar questões ao nível de segurança e privacidade dos portadores. Ben Libberton, microbiologista no Instituto Karolinska de Estocolmo, lembra que hackers, por exemplo, podem ter acesso a grandes quantidades de informação através dos microchips: "Em teoria, podem obter-se informações sobre o estado de saúde, o paradeiro, quantas vezes foi trabalhar, quanto tempo está no trabalho, se faz pausas para ir à casa de banho e coisas do género."