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Cinco truques para encontrar as chaves e não tornar a perdê-las

Sociedade

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Deixou as chaves em cima do móvel mas, no dia seguinte, misteriosamente, elas já não está lá. Se "onde é que eu pus as chaves?" é a frase que marca todas ou quase todas as suas tentativas de entrar/sair de casa, este artigo é para si

Há quem ate lenços às pernas de uma cadeira ou mesa, há quem confie no responso a Santo António ou noutras orações com o mesmo fim. Mas o problema de não saber onde estão objetos comuns e necessários é tão generalizado que a ciência já se debruçou sobre ele.

O The New York Times reuniu algumas recomendações de especialistas para o ajudar na espinhosa missão de recuperação de chaves, comandos e afins.

Mantenha a calma e continue a procurar...

Um dos principais erros que as pessoas cometem é entrarem em pânico ou ficarem muito nervosas, o que as faz começar a procurar o objeto perdido de forma frenética e desconcentrada. Pelo contrário, é preciso manter a calma, escreve Michael Solomon, no livro intitulado “How to Find Lost Objects” (Como Encontrar Objetos Perdidos), que pode descarregar aqui gratuitamente. Na obra, o autor defende que "não há objetos desaparecidos. Apenas buscas não sistemáticas".

A solução: Procure o objeto onde ele devia estar. Porque mesmo que "vagueiem" - uma expressão do autor - não tendem a afastar-se mais do que 46 centímetros da sua localização original.

Seja disciplinado na sua busca

Um problema comum é esquecer onde já se procurou e, desta forma, perder tempo. Corbin A. Cunningham, do Departamento de Psicologia e Ciências do Cérebro da Universidade de John Hopkins, aconselha, num email enviado ao jornal, a procurar primeiro numa divisão e só procurar na seguinte depois de ter a certeza de que não está naquela. E, depois, não volte à inicial. Também Solomon defende a mesma ideia: "Não ande em círculos". "Se o objeto não estava lá na primeira vez, também não vai lá estar na segunda."

Foque-se nas áreas de maior confusão

A tendência do olhar humano é focar-se nos locais mais simples, neste caso, mais organizados. Uma experiência da Universidade de Aberdeen, na Escócia, concluiu que os participantes dirigiam o olhar para o local menos confuso, mesmo sendo evidente que o alvo das suas buscas não estava lá.

"A forma mais eficiente de encontrar alguma coisa é não procurar onde não é necessário", concluiu uma das investigadoras, Anna Nowakowska. "Por exemplo: se está à procura das chaves, deve concentrar-se nas áreas com maior confusão porque se estivesse noutro sítio mais óbvio já as teria encontrado."

Refaça os passos (mas cuidado com as armadilhas mentais)

Ao The New York Times, Irene Kan, professora de psicologia e especializada em memória, avança que o principal é formar uma imagem mental do que estava a fazer e a sentir quando viu, pela última vez, o objeto perdido. A ideia é recriar a experiência com tanto detalhe quanto possível.

O neurologista Gayatri Devi, no entanto, alerta que a recreação desses momentos pode, por vezes, introduzir memórias falsas que minam todo o processo. Se estiverem duas pessoas envolvidas na busca, é melhor, por isso, perguntar "Quando viste pela última vez as chaves?" do que "estavamos os dois no carro quando as vimos pela última vez, lembras-te?".

Estratégias de prevenção

Devi, especialista em problemas de memória, aconselha ainda a colocar as coisas sempre no mesmo sítio para evitar perdê-las. Mas e se se tratar, por exemplo, de papéis importantes que se levaram para casa do trabalho e não de objetos do dia a dia? Um post-it colorido, sugere April Masini do popular site AskApril.com, pode ajudar.