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Sabia que pode treinar o cérebro para ver melhor?

Sociedade

Mark Mainz/ Getty Images

Alguns estudos já conseguiram provar que fazer estes exercícios centenas de vezes, várias vezes por semana, durante alguns meses, pode fazer com a "vista cansada" diminua gradualmente

Quando chegamos à meia idade – mesmo que tenhamos visto bem a vida toda, sem precisar de usar óculos – há uma tendência para as lentes ou o cristalino dos nossos olhos começarem a endurecer. Ao tornarem-se menos flexíveis, há um esforço maior para conseguirem inclinar-se de forma a focar um ponto específico.

Mas há uma forma de reverter esta situação. Como? Exercitando os olhos.

Austin Frakt tem 45 anos e diz que, por agora, não precisa de corrigir a sua visão por presbiopia – um problema progressivo que decorre do envelhecimento e que é conhecido como "vista cansada". No entanto, sente que está para breve . "Qualquer dia, o meu médico vai dizer-me que está na hora de começar a usar óculos bifocais. Ou assim achava eu", escreve num artigo do The New York Times.

Para contrariar esta tendência, Austin Frakt submeteu-se a um sistema desenhado para treinar o seu cérebro a corrigir aquilo que os seus olhos já não podem fazer. A técnica, segundo diz, não é uma novidade – já foi falada por outros órgãos de comunicação, como a Fox News ou o The Wall Street Journal. Baseia-se numa aprendizagem percetiva, num treino feito a partir de imagens específicas, que melhora a performance visual.

Essas imagens, os "Gabor patches", consistem em fragmentos que estimulam a parte do cérebro responsável pela visão. O desafio é tentar ver esses Gabor patches quando estão entre flancos mais próximos, mais distantes, etc. A rapidez com que estas imagens vão aparecendo vai aumentado de forma a que, a determinado momento, seja muito difícil encontrar o alvo.

Embora alguns especialistas tenham revelado um certo ceticismo relativamente a este método, alguns estudos já conseguiram provar que fazer estes exercícios centenas de vezes, várias vezes por semana, durante alguns meses, pode fazer com a presbiopia diminua gradualmente. Um deles mostrou, inclusivamente, que as melhorias produzidas por esta técnica são no cérebro e não no olho.

Já existem algumas aplicações para a smartphone com este tipo de treino. A que Austin Frakt utilizou foi a GlassesOff, por ser a única, segundo diz, apoiada por estudos científicos. A UltimEyes é outro exemplo do género.