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A erupção do Etna vista do espaço

Sociedade

Agência Espacial Europeia

A nova e repentina erupção do vulcão Etna, no sul de Itália, que provocou ferimentos a uma dezena de turistas e de jornalistas, esta quinta-feira foi captada por um satélite

Segundo os 'media' italianos, seis pessoas foram hospitalizadas com contusões e traumatismos, alguns cranianos, após uma explosão provocada pelo contacto da lava expelida pelo vulcão e a neve registada a 2.700 metros de altitude. O fenómeno também provocou uma densa nuvem de vapor.

"A equipa da BBC e os turistas foram apanhadas numa grande explosão", relatou, na rede social Twitter, a correspondente científica da estação pública britânica, Rebecca Morelle, que estava no local a fazer uma reportagem sobre esta nova fase de atividade do Etna, o vulcão mais alto da Europa.

"Um rio de lava misturado com vapor provocou uma enorme explosão, o grupo foi apanhado por uma chuva de pedras quentes e de vapor. Muitos estão feridos, com ferimentos na cabeça, queimaduras, cortes e contusões", acrescentou a repórter.

A equipa da BBC sofreu apenas cortes e queimaduras, mas foi "muito assustador", prosseguiu a jornalista, saudando a eficiência dos guias e dos socorristas locais.

"Descer uma montanha enquanto estamos a ser bombardeados com pedras, (...) entre rochas quentes e vapor, é uma experiência que nunca mais quero reviver", concluiu Rebecca Morelle.

O Etna voltou novamente a entrar em erupção na quarta-feira à noite, indicou o Instituto italiano de Vulcanologia (INGV).

Esta nova fase de atividade do vulcão siciliano não perturbou, até ao momento, o tráfego aéreo ou as rotinas dos residentes daquela zona, incluindo os habitantes da Catânia, a segunda cidade da Sicília.

A erupção, de características espetaculares segundo as imagens do INGV, aconteceu numa nova cratera, aberta em fevereiro último durante uma anterior fase de atividade, no lado sudeste do Etna (o mais importante vulcão em atividade na Europa), cujo pico se situa a 3.300 metros de altitude.

A imagem foi captada pelo satélite Sentinel-2A do programa europeu Copérnico e tratada digitalmente pela Agência Espacial Europeia para fazer a neve aparecer a azul, de forma a distinguir-se das nuvens.