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Cais muda de cor, mas não de atitude

Sociedade

A partir de agora, os vendedores da Cais abandonam os coletes vermelhos e passam a vender as suas revistas vestidos de amarelo

A associação Cais não poderia ter arranjado modelo mais ilustre para apresentar os seus novos coletes. Quando, no dia em que completou um ano do seu mandato presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa passou a hora de almoço a vender revistas, já se vestiu de amarelo - embora a campanha publicitária #caisvesteamarelo só arranque na segunda-feira, dia 13. Se Marcelo tivesse sido ardina uns dias antes, os populares teriam encontrado um Presidente de vermelho.

É importante saber que agora os vendedores autorizados da revista Cais andarão nas ruas de Lisboa, Coimbra e Porto de colete amarelo. A edição do mês de março foi coordenada pela fadista Mariza, que fez de diretora. A de maio terá Marcelo ao leme e versará sobre a Juventude, segundo revelou o Presidente, na sua ação de venda em Belém, na quinta-feira.

A campanha publicitária (TV, rádio, imprensa, internet e redes sociais) que sustenta esta mudança de cor, mas não de atitude, vai buscar a função de outros coletes importantes, que também salvam vidas, como os das forças de segurança ou dos profissionais de emergência.

Ainda há de surgir um vídeo, que será filma no inicio da próxima semana e conta com o apoio da brigada de intervenção e equipa cinotécnica da PSP e da top model portuguesa Ana Sofia.

Lembre-se que, todos os meses, a revista Cais é vendida por sem-abrigo, como forma de ajudar o vendedor (do preço de capa, dois euros, 70 por cento vai para quem ele), que pertencem a esta associação, criada em 1994. Vinte e três anos depois, mudam a cor, mas o seu principal objetivo continua a ser dignificar e integrar socialmente as pessoas que vivem ou viveram na rua.