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Advogados e políticos estão a apostar no Botox e não é para disfarçar as rugas

Sociedade

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Win McNamee/ Getty Images

Ficar com a "cara congelada" é, frequentemente, o receio de quem se submete um tratamento de Botox. Mas, para alguns profissionais, esse é precisamente o objetivo

Embora a cirurgia cosmética esteja em declínio no Reino Unido, o mesmo não se pode dizer das alternativas não cirúrgicas para combater as indesejadas rugas e outros sinais de envelhecimento, como é o caso do popular Botox.

Mas entre os que procuram este tratamento, está em crescimento o número de profissionais que o fazem simplesmente porque querem/precisam esconder as suas emoções.

Segundo Tijion Esho, médico premiado no Reino Unido e conhecido pelo seu trabalho na área da medicina estética e não cirúrgica, advogados, políticos, corretores, detetives e até psiquiatras estão entre os que estão a recorrer ao Botox para não permitir que as suas expressões faciais denunciem o que lhes vai no pensamento.

"Ao longo do tempo, tenho notado uma nova vaga de pacientes que procuram o Botox para lhes dar uma expressão reduzida ou mínima", afirma o especialista ao The Independent, acrescentando que a tendência é particularmente comum entre pessoas com características "hiper-expressivas" e que desejam parecer mais calmas ou profissionais.

A cirurgiã plástica Dara Liotta, de Nova Iorque, confirma, no Refinery 29: "A minha amiga, que é psiquiatra, diz que passa tanto tempo, enquanto os pacientes estão a falar com ela, a tentar não contrair os músculos [faciais] para não parecer crítica, que quase não os ouve."

Mas há mais uma razão para vários profissionais estarem a virar-se para o Botox: impedir a transpiração. Como explica o dermatologista Roy G. Geronemus, "têm vergonha porque mostra que estão nervosos".