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Nós, muçulmanos

Sociedade

André Moreira e Teresa Campos

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Crianças, adolescentes, jovens adultos, mulheres e homens da comunidade islâmica portuguesa apresentam-se a mostrar que a sua religião não os faz diferentes. Contra o preconceito, afirmam: "Somos humanos, somos muçulmanos"

Karim, o generoso, converteu-se aos 22 anos. Nina, diminutivo de Nasserin, conta com orgulho a educação religiosa que dá aos filhos. Ao lado, Ray, o seu mais novo, sabe que não pode comer carne de porco porque a religião não o permite. Nafize Madat Aly assume que ser crente é algo que faz parte da vida, todos os dias. Estes são quatro dos 15 muçulmanos ouvidos para um trabalho da VISÃO, que foi à procura de saber como é ser crente desta religião em Portugal.

O mote para o trabalho chegou-nos dos Estados Unidos. Em meados do verão passado, quando Donald Trump foi nomeado candidato à presidência dos EUA, os muçulmanos da América decidiram lançar a campanha "Meet a Muslim, como quem diz 'Conhece um muçulmano'. Num piscar de olhos, aqueles dois minutos e quarenta e três segundos tocaram milhões de pessoas, que se reviram naquelas histórias de pessoas comuns.

Mais de um mês depois da tomada de posse de Trump, a campanha xenófoba continua. Em vários países europeus, sobe de tom uma retórica preconceituosa. E por cá, como é afinal ser muçulmano? Desafiámos alguns membros da comunidade islâmica portuguesa a apresentarem-se e a falarem um pouco de si. A conclusão é clara - é muito mais o que nos une do que o que nos separa. Contra o preconceito, e em uníssono, sublinham: "Somos humanos, somos muçulmanos". Veja o video e comprove.