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Se ainda duvida dos efeitos da vacinação, veja esta animação

Sociedade

O jornal The Guardian fez uma animação em que se simula a dispersão do sarampo, de acordo com a taxa de cobertura vacinal da população. Um alerta para travar os movimentos anti-vacinas

Sara Sá

Sara Sá

Jornalista

Foi considerado um dos maiores avanços da Medicina, no ano de 2016: a erradicação do sarampo no continente americano. No entanto, não param de aparecer crianças infetadas. É que os vírus não conhecem fronteiras e basta uma criança não vacinada passar por vacina um país com baixa cobertura vacinal ou simplesmente entrar em contacto com uma pessoa infetada (provavelmente oriunda de um país sem imunização generalizada) para apanhar a doença.

O sarampo é uma infeção altamente contagiosa, que se manifesta sobretudo ao nível das vias respiratórias. Surgem ainda umas manchas vermelhas na pele e que são o traço mais distintivo da doença. Nos países em que a quase totalidade da população está vacinada contra este vírus, como é o caso de Portugal, já há poucas pessoas com memória da doença. Na Austrália, por exemplo, na sequência do aparecimento de alguns casos, as autoridades de saúde estão a alertar para os sintomas e a apelar à vacinação. Porque na origem deste ressurgimento estão os movimentos anti-vacinação. Muito fortes em Inglaterra e em algumas partes dos Estados Unidos.

O sarampo é em geral uma doença de evolução benigna, mas em crianças muito pequenas, mais frágeis ou nos adultos pode dar origem a complicações que obrigam a internamento e podem até causar a morte.

Foi para alertar para a importância de vacinar que o jornal The Guardian fez uma animação que representa a dispersão da infeção em diferentes cenários ou taxas de cobertura vacinal da população afetada.

Alguns estados americanos apresentam já uma franja de quase dez por cento das crianças cujos pais pediram excusa, à conta das suas crenças, uma exceção permitida e aceite em boa parte das escolas do País. Portugal mantém dos mais altos níveis de cobertura vacinal do mundo.

A decisão de vacinar ou não vacinar não é uma questão exclusiva de cada um, uma vez que para uma vacina funcionar é preciso que uma determinada percentagem da população esteja protegida, sublinham os especialistas - o chamado efeito da "imunidade de grupo". No caso do sarampo, este número é entre os 92,5 e os 95 por cento da população. Abaixo disso, não há garantias de proteção.

Brinque com a infografia interativa e divirta-se a aprender.