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Porque há tanto medo das sextas-feiras 13

Sociedade

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Conheça algumas das histórias ligadas às sextas-feiras 13

O ano de 2017 tem reservadas duas sextas-feiras 13 – uma delas já foi (13 de janeiro), a outra só em outubro. Muitos, supersticiosos ou não, consideram que estas sextas-feiras estão repletas de azar e há quem deixe de fazer tarefas por isso.

Mas não foi por ficar em casa numa sexta-feira 13, em 1976, que Daz Baxter escapou ao azar – o nova iorquino acabou por morrer, na cama, devido ao colapso do chão do seu apartamento.

A História está repleta de sextas-feiras 13 azarentas como estas e muito provavelmente o medo explica-se através delas. Há quem relacione o azar destas sextas-feiras com a religião. Porquê? Talvez porque Eva trincou a maçã da Árvore da Ciência do Bem e do Mal precisamente numa sexta-feira 13, assim o dizem alguns historiadores, segundo o The Telegraph. Ou então porque Judas, o apóstolo traidor, foi considerado o 13º convidado para a última ceia de Jesus, que morreu a uma sexta-feira.

Matematicamente falando, o número 13 não tem grande reputação, digamos assim, já que se trata de um número irregular. Existem 12 meses num ano, 12 ponteiros de relógio, 12 deuses do Olimpo, 12 tribos de Israel, 12 Imãs, 12 constelações no Zodíaco. Enfim, o número 12 é associado a perfeição, a plenitude, "enquanto o seu primo mais velho, 13, é visto como um anexo", refere o jornal inglês.

Muitas coisas más aconteceram a uma sexta-feira 13. De acordo com o The Sun, em setembro de 1940, os nazis lançaram uma bomba no Palácio de Buckingham, em Inglaterra. Em outubro de 1972, um avião despenhou-se na Cordilheira dos Andes. Já no Bangladesh, na sexta-feira, 13 de novembro de 1970, um ciclone vitimou 500,000 pessoas. Muito tempo antes, em outubro de 1307, milhares de cruzados foram presos e posteriormente torturados pelo Rei Filipe IV de França.

Certo é que o medo é tão grande que até já foi criado um nome para este medo específico: paraskavedekatriaphobia. Há também um nome para o medo irracional relativamente ao número 13: triscaidecafobia.

Franklin Roosvelt, 32º Presidente dos EUA, era bastante supersticioso relativamente ao número 13. Era triscaidecafóbico. Recusava-se, por exemplo, a viajar nos dias 13 de cada mês e não receberia 13 convidados para jantar, conta a NBC News.

Se não tiver medo nenhum destas sextas-feiras 13, sabia que há formas de tomar partido deste azar? Por exemplo, se quiser viajar, este talvez será um bom dia, já que as companhias aéreas tendem a baixar os preços dos bilhetes. Ou então, se quiser casar, mas tiver de poupar dinheiro, a escolha por um dia destes também poderá ser mais barata.

Tenha atenção ao seu medo, porque acreditar na superstição da sexta-feira 13 pode ser, segundo Caroline Watt, da Universidade de Edinburgh, precisamente, o que o coloca em perigo. "Como resultado [dessa crença] as pessoas podem ficar mais ansiosas e distraídas, o que pode levar a mais acidentes. Torna-se numa profecia que se cumpre a si mesma", disse a psicóloga ao The Telegraph.