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Calor extremo

Sociedade

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Quinze meses seguidos de recordes de temperatura, o Ártico a derreter, calor tropical na Sibéria. O planeta está a arder. O gelo no Polo Norte é o ar condicionado da Terra. Sem ele, podem ocorrer alterações drásticas e imprevisíveis

Sara Sá

Sara Sá

Jornalista

© Eduardo Munoz / Reuters

Quinzena infernal

Os primeiros quinze dias de agosto foram classificados como “extremamente quentes” pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Média da temperatura de 25,1 °C, mais 2,9 °C do que a referência.

Julho: o mais quente de sempre

Desde que há registos, nunca houve um mês com temperatura média tão elevada.

O novo normal

O que há dez anos era considerado extremo, é agora tido como normal, no que se refere à massa de gelo no Ártico.

38o

Média da temperatura máxima em Portugal, a 7 e 8 de agosto (dias mais quentes do ano)

Máximo do mínimo

Na madrugada de 7 de agosto registou-se, em Lisboa, o maior valor da temperatura mínima, 27,9°.

O gelo no Polo Norte é o ar condicionado da Terra. Sem ele, podem ocorrer alterações drásticas e imprevisíveis

Walt Meier, cientista da NASA

2016: o recordista

O mundo está há 15 meses em sucessivos recordes de temperatura. A continuar assim, este ano deverá roubar a 2015 o troféu de mais quente de sempre.

Antraz

O descongelamento do permafrost (solos permanentemente gelados), no norte da Rússia, expôs uma carcaça de rena e libertou a bactéria do antraz. Uma criança morreu.

Onda de calor

Entre 5 e 13 de agosto, as regiões de Lisboa, Setúbal, Braga, Lousã e Anadia passaram por uma onda de calor.

25%

território está em seca fraca (Algarve e Alentejo). Aos três anos consecutivos de pouca chuva, seguiu-se um mês de julho e primeiros 15 dias de agosto muito quentes, em que não caiu uma pinga de chuva no território continental (com duas exceções: uma manhã no litoral da região norte e uma tarde em Miranda do Douro).