Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

O dia em que Siza Vieira voltou a rezar o terço

Sociedade

Miguel Carvalho e Rui Duarte Silva

O mais premiado arquiteto português desenhou um terço para assinalar o centenário das aparições de Fátima. A VISÃO antecipa, em exclusivo, a nova criação do Prémio Pritzker, com elevada carga simbólica, e aproveitou o pretexto para conversar com Siza Vieira sobre a dimensão religiosa do seu trabalho e da sua vida. VEJA O VÍDEO

O mais premiado arquiteto português desenhou um terço para assinalar o centenário das aparições de Fátima. A VISÃO antecipa, em exclusivo, a nova criação do Prémio Pritzker, com elevada carga simbólica, e aproveitou o pretexto para conversar com Siza Vieira sobre a dimensão religiosa do seu trabalho e da sua vida. Um diálogo em vários andamentos, ao qual acudiram ainda o amigo e ex-sacerdote Nuno Higino e a irmã doroteia do arquiteto, Maria Eduarda. Pode já ver o vídeo com extratos desta entrevista, publicada na nossa edição desta semana que vai para as bancas amanhã.

O convite da editora Letras & Coisas a Siza Vieira demorou “quase um ano” a ser aceite. Quem o diz é Nuno Higino, ex-sacerdote e amigo do arquiteto. A dupla já tinha estado na origem da Igreja de Marco de Canaveses, há 20 anos, e dos paramentos oferecidos pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa ao Papa Francisco, em março.

Desta feita, a ideia era conceber um terço para assinalar o centenário das aparições de Fátima que se comemora no próximo ano. O objeto, com toda a carga sagrada e o talento do Prémio Pritzker, está pronto e a VISÃO divulga-o em exclusivo na edição desta semana. Foi esse o pretexto para uma conversa sobre a dimensão religiosa do trabalho e da vida do mais premiado arquiteto português, algo a que raramente se havia referido antes. Ao diálogo juntaram-se, em vários andamentos, Nuno Higino e Maria Eduarda, irmã de Siza e freira ligada à congregação de Santa Doroteia, em Bragança.

Com a religião em fundo, como se poderiam esquecer as recordações de infância, a sagração da obra e os calvários da vida do mais premiado arquiteto português? Não se lhe pergunte, porém, se tem fé. Ou ele responderá, como num certo dia, numa conferência: “Tenho fé na arquitetura”.

LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NA VISÃO DESTA SEMANA, QUARTA-FEIRA NAS BANCAS

DISPONÍVEL TAMBÉM: