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Professores em Portugal

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© Fabrizio Bensch / Reuters

Esta semana, a rubrica em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos trata ao detalhe o tema dos professores, ainda no âmbito do mês da Educação

A encerrar a reflexão no âmbito do Mês da Educação, a FFMS apresenta um conjunto de informação sobre os professores, agentes fundamentais no processo educativo, e a sua formação.

Em Portugal, muito do debate sobre a formação tem sido feito ao redor de questões como a selecção dos candidatos a professor, o acesso à profissão após a conclusão da formação e, finalmente, a avaliação dos professores ao longo da carreira. Conheça melhor alguns dados sobre estes profissionais.

  1. Em 2014, existiam, em Portugal, 141.250 professores no Ensino Não-Superior – desde a Educação Pré-Escolar até ao 12.º ano. De modo geral, o número de professores cresceu em contínuo até 2005, altura a partir da qual desceu, embora com flutuações.

Destaca-se o acréscimo de docentes na Educação Pré-Escolar – em 1961 eram 226, em 2014 eram 16143.

No Ensino Superior, existiam, em 2014, 32.346 docentes.

  1. Em Portugal, tem-se assistido à feminização da profissão docente. Olhando para os docentes do Ensino Não-Superior de modo global, em 2014, três em cada quatro (77,4%) eram mulheres.

Esta situação é particularmente evidente na Educação Pré-Escolar, em que 99,1% dos docentes são mulheres.

Já no Ensino Superior, a situação inverte-se: apenas 44,4% são do sexo feminino. Na Europa, apenas em três países existem mais mulheres que homens a leccionar no Ensino Superior: Letónia, Lituânia e Finlândia (respectivamente com 56,3%, 55,5% e 50,7%).

  1. O envelhecimento da profissão docente é também notório, ocupando Portugal um dos lugares cimeiros a nível europeu, apenas ultrapassado pela Itália, Bulgária e Grécia, no Ensino Não-Superior. Mas nem todo o país é igual. A título de exemplo, no 1.º ciclo de escolaridade, os municípios onde existem mais professores com 50 ou mais anos por 100 professores com menos de 35 anos são Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Valpaços. No extremo oposto estão Lagoa, Ferreira do Zêzere e Vizela.

Isto sublinha a necessidade da criação de políticas eficazes para atrair, recrutar e formar candidatos de qualidade e assegurar o seu desenvolvimento profissional contínuo.

No Ensino Superior, Portugal encontra-se a meio da tabela, sendo os países com os professores mais envelhecidos, a Itália, a Eslovénia e a Grécia.

  1. O discurso sobre a melhoria das reformas do ensino, cada vez mais suportado por provas concretas, confere um papel de destaque à actuação dos professores para se inverterem as tendências dos resultados dos estudantes e das escolas.

  2. Está em marcha uma tentativa de encontrar um quadro comum de formação de professores a nível Europeu. Existe ainda, contudo, uma grande dispersão entre os países e entre instituições. Alguns países dão conta de dificuldades no recrutamento de professores e criam iniciativas políticas para atrair candidatos (por exemplo, a Dinamarca, a Estónia, os Países Baixos, o Reino Unido). A docência é vista como uma careira de prestígio em poucos países (como o Chipre, Espanha, Finlândia, Irlanda).

Estes e outros dados disponíveis em:

PORDATA (www.pordata.pt)

Formação de Professores: tendência e desafios (http://ffms.pt/conferencia-online/72/formacao-de-professores-tendencias-e-desafios-ii)