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Troika deu nota positiva, mas recusa alterar metas do défice

Portugal

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Metas do défice inalteradas nos 5,5 por cento este ano e nos 4 por cento em 2014. O Governo queria alargar a meta de 2014, mas a troika não deixou

A 'troika' deu nota positiva a Portugal ao fim da oitava e nova avaliações regulares ao programa de assistência, informou hoje o Governo, em conferência de imprensa.

"Passámos estas avaliações, o que credibiliza Portugal e permite ao país aproximar-se decisivamente do fim do processo de ajustamento", afirmou Paulo Portas.

Apesar dessa aprovação as metas do défice orçamental permanecem inalteradas nos 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e nos 4% em 2014, anunciou hoje o Governo.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou hoje que foi defendido pelo Governo, durante as negociações, um alargamento da meta do défice para o ano que vem dos atuais 4% para 4,5%, mas a 'troika' não revelou abertura.

"O Governo defendeu, como já fizera em abril deste ano, um objetivo mais adequado e dentro dos limites do tratado orçamental da União Europeia, 4,5%", da meta para 2014, afirmou Paulo Portas durante a apresentação dos resultados da 8ª e 9ª avaliações do Programa de Assistência Económica Financeira.

No entanto, explicou o governante, esta meta não foi alargada, como já havia sido, porque a "'troika' não revelou abertura nesta matéria"

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, estão esta tarde a apresentar as conclusões do oitavo e nono exames regulares ao cumprimento do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), na Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa.

A 'troika' chegou a Lisboa a 16 de setembro para iniciar a oitava avaliação ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), ao abrigo do qual Portugal vai receber no total 78 mil milhões de euros ao longo de três anos.

Mais crescimento

O Governo e a 'troika' reviram em alta a previsão de crescimento para o próximo ano de 0,6% para 0,8% do Produto Interno Bruto, na sequência da 8ª e 9ª avaliações do Programa de Assistência Económica e Financeira.

Segundo Paulo Portas, a revisão incorpora as melhorias no desempenho económico que terão acontecido no segundo e terceiro trimestres deste ano.