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"Sócrates não está a ser investigado", diz Cândida Almeida

Portugal

A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, confirmou que o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, consta do processo Freeport, mas "não está a ser investigado"

visao.pt

Em declarações no programa "Grande Entrevista", da RTP1, quinta-feira à noite, Cândida Almeida garantiu que, até ao momento, "não há qualquer suspeita relativamente ao envolvimento" do primeiro-ministro no caso,embora reconheça que o nome de José Sócrates consta do processo.

Segundo a responsável, "nesta fase, suspeitos serão todos aqueles que poderão ter tido uma intervenção maior ou menor" no sentido de influenciar as decisões acerca do projecto, mas o processo "ainda não tem arguidos".

"Fuga de informação" vai ser investigada

A directora do DCIAP revelou ainda que vai instaurar "um processo contra desconhecidos" para apurar de onde partiu a "fuga de informação" referente ao caso Freeport.

A procuradora-geral adjunta considera que através desta fuga de informação tem circulado muita coisa "errada" e "falsa".

A magistrada disse que existem várias origens possíveis desta fuga de informação, nomeadamente por onde passa o processo, das autoridades inglesas ao juiz de instrução criminal, passando pelo DCIAP e Polícia Judiciária, entre outras.

O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei, quando José Sócrates, actual primeiro-ministro, era ministro do Ambiente.