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Seguro reúne com Passos e Troika

Portugal

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O primeiro-ministro convidou António José Seguro para um encontro a realizar esta quarta-feira de manhã. E a Troika pediu para falar com Seguro ao meio-dia. Nos dois casos, em cima da mesa estará a necessidade de encontrar medidas alternativas depois do chumbo do TC

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, convidou o secretário-geral do PS, António José Seguro para um encontro a realizar esta quarta-feira de manhã, tendo em vista um entendimento sobre as medidas para a consolidação orçamental.

"Em particular, torna-se urgente garantir o cumprimento da execução orçamental de 2013 e do quadro orçamental de médio prazo e concertar as medidas que garantam esse objetivo, dado até que algumas delas se encontram para além do prazo da legislatura que cobre a ação do Governo", escreve Pedro Passos Coelho, numa carta enviada esta terça-feira a António José Seguro, a que a agência Lusa teve acesso.

Se de manhã há encontro com o líder da oposição, à tarde há Conselho de Ministros onde deverão estar igualmente em discussão os cortes e as medidas que estão a ser negociadas com a 'troika' para compensar o chumbo do Tribunal Constitucional.

A agenda da reunião não foi avançada pelo Executivo, mas na sexta-feira o primeiro-ministro anunciou que o Governo decidirá esta semana cortes de 600 milhões de euros nos orçamentos ministeriais, aos quais se somarão cortes na segurança social, saúde, educação e empresas públicas de montante equivalente.

Depois de Passos, a Troika

O Partido Socialista informou terça-feira que vai reunir-se com a 'troika' na quarta-feira, às 12:00, e que a reunião foi pedida pelos representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

Fonte oficial do partido disse à Lusa que o secretário-geral do PS, António José Seguro, estará na reunião com os representantes da 'troika', na sede nacional do partido, no Largo do Rato.

Os elementos do Banco Central Europeu (BCE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia estão desde segunda-feira em Lisboa para verificar as condições de execução orçamental e validar as medidas substitutivas que permitirão assegurar a execução orçamental de 2013, depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado quatro normas do Orçamento do Estado para este ano, o que provocou um 'buraco' nas contas de 1.326 milhões de euros líquidos.