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Seguro pede explicações sobre o caso Rui Machete

Portugal

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O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu hoje que o primeiro-ministro deve pronunciar-se sobre as notícias envolvendo elementos do Governo que "fragilizam" o executivo, referindo-se à compra de acções do BPN por Rui Machete, a metade do preço da Fundação Luso-Americana, avançada este sábado pelo Expresso

António José Seguro comentava a notícia avançada este sábado pelo semanário Expresso que noticia que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, comprou ações do BPN a metade do preço da Fundação Luso-Americana, instituição a que presidia na altura.

Segundo o jornal, o governante, que conseguiu uma mais-valia de 83,2 mil euros, diz que não tinha conhecimento de qualquer situação de favor e que não pediu nem lhe foram dispostas condições na transação.

"Esta é mais uma situação que vem fragilizar este Governo, que já está de si muito fragilizado, sem credibilidade", disse o responsável socialista na Universidade da Madeira depois de ter reunido com os elementos da candidatura da coligação "Mudança", encabeçada por Paulo Cafofo à presidência da câmara do Funchal.

António José Seguro argumentou que este episódio vem "somar-se ao lote" de outros envolvendo o vice primeiro-ministro e a ministra das Finanças "que faltou à verdade no Parlamento" sobre a situação dos 'swaps'.

"Tudo isto é uma situação que não deixa grandes expectativas aos portugueses, que neste momento precisam de ter um Governo competente, que tenha soluções credíveis para a nos tirar da crise, um Governo confiável. E este Governo não é confiável, é um Governo altamente fragilizado", declarou.

António José Seguro considerou que o primeiro-ministro deve pronunciar-se "sobre estas matérias todas", sublinhando que esta notícia envolve uma figura importante do Governo.

"O Ministro dos Negócios Estrangeiros não é um ministro qualquer (...) esta situação fragiliza um ministro importante do Governo, fragiliza o Governo no coração da governação", realçou António José Seguro.

O líder do PS argumentou que "uma coisa é a política e outra são as questões de ética e nas questões de ética temos de ser implacáveis. A verdade tem de vir sempre ao de cima". E assegurou: "Do ponto de vista ético sou implacável", acrescentando existirem "vários silêncios da parte deste Governo".