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Seguro diz que "PS só volta ao Governo por vontade dos portugueses"

Portugal

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Dizendo que nada no passado o inibe de fazer justiça em relação ao futuro, António José Seguro recusa a hipótese de fazer parte de um Governo de salvação nacional. E garante que vota contra o Orçamento. Com ou sem TSU

O secretário-geral do PS afirmou hoje que os socialistas só regressam ao Governo por escolha dos portugueses e advertiu que se houver rutura no atual executivo será da total responsabilidade do PSD e do CDS.

A posição de António José Seguro foi assumida em entrevista à RTP, depois de interrogado sobre a possibilidade de haver a prazo um Governo de salvação nacional, incluindo o PS.

"O PS só voltará ao Governo por vontade dos portugueses", declarou, dizendo que nas últimas eleições, no ano passado, os cidadãos quiseram que os socialistas fossem oposição.

Contra o orçamento, com ou sem TSU

O secretário-geral do PS desligou hoje o voto socialista contra a proposta de Orçamento da eventualidade de o primeiro-ministro recuar nas alterações à Taxa Social Única (TSU), em relação às quais ameaça com moção de censura.

António José Seguro falava em entrevista à RTP, que durou cerca de 40 minutos e que foi conduzida pelo jornalista Vítor Gonçalves.

"Em relação à TSU, se o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] persistir em aplicar uma proposta que transfere rendimentos dos trabalhadores para as entidades patronais, o PS apresentará uma moção de censura. Coisa diferente é o Orçamento", disse.

O passado não inibe

O secretário-geral do PS afirmou hoje que nada no passado dos governos socialistas o inibe de apresentar medidas e remeteu a quantificação da sua proposta para taxar as parcerias público-privadas (PPP) para a discussão do Orçamento.

Na entrevista que concedeu à RTP, António José Seguro foi interrogado sobre a aparente contradição de pretender agora taxar as PPP, quando estas parcerias foram lançadas maioritariamente por governos socialistas.

"Nada no passado me inibe de fazer justiça em relação ao futuro. Se quiserem, um dia podemos discutir as PPP ou as rendas excessivas na energia. Nas PPP, considero que neste momento há necessidade de introduzir equidade e uma distribuição justa dos sacrifícios", respondeu.