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Seguro diz que o país precisa de gente de palavra e confiança nos governos

Portugal

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O líder do PS acusou ainda o primeiro-ministro de ser o único responsável por Portugal não ter regressado aos mercados

O secretário-geral do PS endureceu ontem, em Gaia, o tom das críticas ao Governo, afirmando que Portugal precisa de um executivo "de palavra e de confiança" e acusando o primeiro-ministro de impreparação e de fazer experimentalismo.

Numa sessão de apoio ao candidato socialista à presidência da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, que encheu a sala do Clube Náutico de Crestuma, Seguro usou o exemplo da campeã mundial júnior de canoagem, Joana Vasconcelos (mandatária da juventude), que estava sentada ao seu lado, para salientar a importância do trabalho de preparação nos atletas ou nos políticos.

"Precisamos de governos que se preparem, que não venham fazer experimentalismo, que não venham às escuras nem às apalpadelas. Precisamos de governos competentes, com gente fiável, gente de palavra e gente de confiança", declarou.

O secretário-geral do PS já acusara, em Valongo, o primeiro-ministro de ser o único responsável por Portugal não ter regressado ontem aos mercados, dizendo que Passos Coelho foi para além da 'troika' para agradar aos mercados, mas falhou.

Falando num comício de apoio à candidatura socialista de José Manuel Ribeiro à presidência da Câmara do Valongo, depois de ter participado numa arruada em Marco de Canavezes ao final da tarde, António José Seguro referiu na sua intervenção uma garantia que, sublinhou, foi dada no ano passado pelo ex-ministro de Estado e das Finanças Vítor Gaspar.

"Disse [Vítor Gaspar] aos jornalistas: 'Apontem aí, dia 23 de setembro de 2013 Portugal regressará aos mercados'", afirmou o líder socialista, antes de rematar que, "infelizmente, por culpa do primeiro-ministro", esse cenário não se concretizou.