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Seguro acusa Passos de "enganar os portugueses" e apresenta alternativas

Portugal

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O líder do PS acusa o primeiro-ministro de "instrumentalizar" a decisão do Tribunal Constitucional e garante que o PS não aceitará a "destruição" do Estado social. VEJA O VÍDEO

O secretário-geral do PS acusou hoje o primeiro-ministro de "enganar os portugueses" e de "instrumentalizar" a decisão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento para 2013, advertindo que os socialistas não aceitarão a "destruição" do Estado social.

"O Tribunal Constitucional cumpriu a sua função", declarou António José Seguro no início de uma declaração feita após uma reunião do Secretariado Nacional do PS.

António José Seguro acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de "enganar os portugueses" ao associar o chumbo de quatro normas do Orçamento à necessidade de acelerar cortes no Estado e o desembolso da próxima "tranche" da 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia).

Recusa mais medidas de austeridade

O secretário-geral do PS afirmou hoje que recusa mais medidas de austeridade, dizendo que os socialistas estão contra cortes que coloquem em causa o Estado social e a favor de medidas que estabilizem a economia portuguesa.

Numa declaração com cerca de onze minutos, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, António José Seguro afastou assim o repto do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e dos partidos da coligação governamental PSD/CDS no sentido de que os socialistas se comprometam agora num corte de despesa que compense o valor das normas do Orçamento do Estado para 2013 chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

"Não se curam as consequências da austeridade com mais austeridade. Quero deixar bem claro aos portugueses que não aceitaremos que o país prossiga neste caminho de empobrecimento e de destruição do Estado social", acentuou António José Seguro.