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RTP: Luís Marinho afirma que houve "tentativa de silenciamento" do caso

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O diretor-geral de Conteúdos da RTP, Luís Marinho, acusou a ex-Direção de Informação e a Comissão de Trabalhadores de "tentarem silenciar" o caso das imagens não emitidas da manifestação de 14 de novembro 

Luís Marinho, acusou a ex-Direção de Informação e a Comissão de Trabalhadores de "tentarem silenciar" o caso das imagens não emitidas da manifestação de 14 de novembro visualizadas pela PSP.

"Há uma tentativa de silenciar na base aquilo que tinha acontecido, pela Comissão de Trabalhadores (CT), em primeiro lugar, e pelo Conselho de Redação (CR), que depois não aceitou", acusou Luís Marinho perante os deputados da comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação, onde foi ouvido sobre o caso da visualização pela PSP de imagens da estação pública.  ovembro.

"A comissão de trabalhadores quis silenciar o caso, em conjunto com a Direção de Informação (DI). Havia um comunicado que estava a ser preparado, que era para ser assinado por três entidades, DI, Conselho de Redação (CR) e Comissão de Trabalhadores (CT), que era para pôr uma pedra sobre o assunto", e o Conselho de Redação "depois acabou por não querer assinar", afimou Luís Marinho.

Recordamos que o ex-diretor de informação da RTP, Nuno Santos, ouvido na mesma comissão no passado dia 5 de Dezembro, considerou ter sido vítima de um "saneamento político" no caso das imagens. "Esta dimensão política deste acontecimento não occorre numa fase qualquer. Ocorre num momento muito delicado da RTP, ocorre numa fase de privatização da RTP", afirmou na altura Nuno Santos que revelou ainda a existência de um mecanismo interno na estação pública que, "sob a capa de controlo de custos", impede a realização de jornalismo "independente" na RTP.

O Presidente da RTP, Alberto da Ponte, afirmou na comissão: "Ficou estabelecido de forma inequívoca, e está apenso ao relatório [interno da RTP] de que o diretor de Informação [Nuno Santos] tinha acesso à informação" e que, apesar de estar ausente do país, "durante todo o tempo seguiu o processo". 

O ex-subdiretor de Informação da RTP, Luís Castro, ouvido sobre o mesmo caso na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), assegurou não ter dado autorização à polícia para ver as imagens, declarando que apenas cedeu o seu gabinete para tal.