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Redes sociais, planfletos e reuniões para preparar protesto de sábado

Portugal

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Marcos Borga

Desta vez a força da organização não esteve só nas redes sociais: houve reuniões, panfletos, cartazes e a "Grândola" cantada no Parlamento ou em cada esquina onde estivesse um ministro para divulgar a manifestação de sábado

Entoar a música de Zeca Afonso por todo o lado foi, assumidamente, uma forma de o movimento "Que se Lixe a Troika" divulgar o protesto de 2 de março, disse à Lusa Adriano Campos, um dos organizadores da iniciativa no Porto, antes de enfrentar a gelada noite de domingo para colar cartazes e ver a maioria arrancada pouco tempo depois.

"Muitas das pessoas que estão aqui participaram na 'Grandolada' do ministro Miguel Relvas em Gaia. Calar um ministro é calar uma política. Este Governo chegou ao fim da linha e não tem legitimidade, porque fez todo o contrário do que prometeu em campanha eleitoral", observa o responsável.

"O Povo é quem mais ordena", um dos versos da música símbolo do 25 de Abril de 1974, é o mote da manifestação de sábado, a segunda que o movimento promove, desta vez com direito a assembleias semanais, colagem de cartazes, distribuição de panfletos e preparação de faixas.

"A organização não passou tanto pelas redes sociais. As pessoas já se conheceram, já têm os números de telefone umas das outras. Temos tido reuniões com largas dezenas de pessoas, qualquer um pode participar", descreve o organizador.

O protesto está programado para várias cidades do país (28, segundo a informação da página do movimento na terça-feira) mas também fora dele: há acções agendadas para o Consulado Geral de Portugal de Paris e de Barcelona, e para a Livraria Pública de Boston, nos Estados Unidos.

No Porto e em Lisboa, a manifestação começa às 16h00, na Praça da Batalha e na Praça Marquês de Pombal, respectivamente.