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PS fica a aguardar iniciativas do Presidente mas quer diálogo com todos os partidos

Portugal

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Foi Alberto Martins quem anunciou que o PS aguardará as iniciativas do Presidente da República sobre o acordo de médio prazo mas que o diálogo deve envolver todos os partidos parlamentares.VEJA O VÍDEO

Numa declaração sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, Alberto Martins, membro do Secretariado Nacional do PS, afirmou que o PS discordou da decisão do Presidente da República de não convocar eleições legislativas para setembro próximo.

"Mas o PS respeita a decisão do senhor Presidente da República no plano institucional, tal como respeita as decisões de todos os órgãos de soberania", declarou Alberto Martins.

Na sua declaração, o ex-ministro dos governos de José Sócrates e de António Guterres reafirmou que o PS "não apoiará nem fará parte de nenhum Governo sem que os portugueses manifestem democraticamente a sua vontade através da realização de eleições".

Na atual situação, "o PS continuará a apresentar propostas e soluções para resolver os problemas dos portugueses, de modo a que o país saia desta gravíssima situação o mais rapidamente possível", referiu o dirigente socialista, antes de abordar o desafio do Presidente da República sobre o compromisso de "salvação nacional" de médio prazo entre PSD, PS e CDS.

"O PS escutou atentamente a declaração do senhor Presidente da República e, tal como lhe compete, aguardará as iniciativas do senhor Presidente da República. Na opinião do PS, esse diálogo não deve excluir nenhum partido político com representação parlamentar", ressalvou Alberto Martins.

Depois, o ex-ministro socialista adiantou que, nos termos atrás referidos, reafirmando todas as posições do seu partido, "designadamente de censura às políticas deste Governo, "o PS não rejeita como nunca rejeitou nenhum diálogo em particular quando está em jogo o interesse nacional e o futuro dos portugueses".

O Presidente da República propôs hoje, numa comunicação ao país, um "compromisso de salvação nacional" entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa e que esse acordo preveja eleições antecipadas a partir de junho de 2014.