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Protestos contra a austeridade para receber Merkel

Portugal

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À espera  da chanceler alemã estão, pelo menos, duas manifestações de protesto contra a austeridade, em Lisboa, a que se somarão outras concentrações e iniciativas em diversas cidades do país

Estão oficialmente autorizadas duas manifestações em Lisboa, uma organizada pela CGTP e outra pelo movimento "Que se lixe a 'troika'", a que vão aderir outras estruturas que têm promovido protestos contra a austeridade nos últimos meses, como a Associação de Combate à Precariedade.

No entanto, a Polícia admite que possam ocorrer outros protestos não autorizados em Lisboa, onde a chanceler cumprirá um programa de cinco horas que inclui reuniões com o Presidente da República, no Palácio de Belém, com o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros, no Forte de S. Julião, e com empresários dos dois países, no Centro Cultural de Belém.

Os signatários do movimento "Que se lixe a 'troika'" vão organizar uma manifestação sob o lema "A Merkel Não Manda Aqui". A concentração será no Largo do Calvário, seguindo os manifestantes para os jardins de Belém, onde querem estar à chegada da chanceler alemã ao Palácio de Belém, prevista para as 12:30.

Os autores da iniciativa apelam também à mobilização da população em todo o país para que o dia fique marcado por protestos nos locais de trabalho, nas escolas, nas ruas e nos estabelecimentos comerciais, pedindo ao uso de "braçadeiras negras ou panos negros nas casas e nos carros".

A central sindical CGTP promove também, em Lisboa, uma manifestação às 15:00 no Largo de Camões, seguindo para a residência oficial do primeiro-ministro, em S.Bento, que deverá contar com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Ainda em Lisboa, o filme sobre Portugal que as autoridades alemãs recusaram apresentar em Berlim vai ser exibido nos painéis do Turismo da cidade.

A CGTP promove também concentrações, durante a tarde de segunda-feira, em Braga, Porto, Faro e na Madeira.

O PCP fará ainda uma "ação de contacto com a população" no Porto, às 12:15, com o tema: "A visita de Angela Merkel a Portugal e o imperativo de recusar o Pacto de Agressão".

A PSP garantiu que está preparada para todas as manifestações que possam surgir e reforçou o policiamento, considerando tratar-se de "uma operação policial cuidada".

Sem divulgar o número dos polícias destacados, a PSP adiantou que o dispositivo inclui diversas valências da Polícia, da investigação criminal, do trânsito e da aeroportuária, à Unidade Especial de Polícia (UEP).

Os locais mais críticos são os espaços em redor da residência oficial do primeiro-ministro, Assembleia da República, Presidência da República e Centro Cultural de Belém.

Poderá haver condicionamentos ou interdições à circulação de pessoas e automóveis nestes locais.

A avenida da Índia, entre o Centro Cultural de Belém e a Presidência da República, vai estar cortada ao trânsito a partir das 08:30.