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Professores marcam greve para primeiro dia de exames nacionais

Portugal

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Os sindicatos agendaram uma greve geral de professores para 17 de junho, dia que coincide com o primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário

A decisão foi tomada durante uma reunião que, na quinta-feira, juntou, em Lisboa, nove sindicatos de docentes para analisar os impactos na educação das medidas anunciadas pelo Governo, que podem implicar o aumento do horário de trabalho e a passagem à mobilidade especial dos professores.

A Federação Nacional de Educação (FNE) foi a única estrutura sindical que não expressou um apoio imediato à greve, condicionando a sua decisão ao que for deliberado numa próxima reunião dos seus órgãos diretivos.

Ficou ainda marcada uma manifestação nacional para o dia 15 de junho e um período de greve aos serviços de avaliação,  nos dias 11, 12, 13 e 14 de junho, que vão afetar sobretudo as reuniões  de avaliação dos alunos do 9, 11 e 12 ano, que realizam exames nacionais  e terminam o período de aulas mais cedo do que os outros anos escolares.

Contra um "filme de terror" 

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional  de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, justificou a escolha do período  de greve, coincidente com os exames nacionais, com o apertado calendário  que os professores têm pela frente e disse que os docentes, com as recentes  medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, "estão a viver um filme de terror  autêntico". "É um período complicado. Pois, mas agora não há outro. Deixarmos esta  luta para setembro é absolutamente despropositado e desnecessário, porque  em setembro, se não formos à luta antes, milhares de professores já foram  despedidos", disse, referindo que em julho e agosto não há ninguém nas escolas.

Mário Nogueira disse ainda que a marcação de uma paralisação com um  mês de antecedência tem como objetivo dar ao Governo tempo para recuar e  negociar, sublinhando a abertura de todas as estruturas sindicais para o  diálogo. "Não queremos fazer a greve pela greve. Queremos resolver os problemas  antes de chegarmos ao momento da luta. Há um mês, com toda a abertura que  todas as organizações têm para o diálogo, para o MEC e o Governo se dirigirem  aos professores e assumirem a garantia por escrito de que não haverá professores  na mobilidade especial, dispensa de professores contratados, mexidas no  horário de trabalho", declarou o líder da Fenprof.