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Presidente do BCP defende que empresas devem poder reduzir salários temporariamente

Portugal

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O presidente do BCP, Nuno Amado, defendeu hoje uma forte redução das contribuições para a Segurança Social das empresas que criem emprego e a possibilidade de poderem reduzir salários temporariamente

"Não consigo perceber porque é que para empresas que façam criação líquida de emprego a Segurança Social (SS) não é reduzida de forma significativa para todas elas. Pode ser uma desvalorização fiscal seletiva", afirmou durante o ciclo de conferências 'Economia Portuguesa - Competitividade e Crescimento' promovido pela CIP e que decorre hoje em Lisboa.

Nuno Amado defendeu ainda que seja dada a possibilidade às empresas de poderem reduzir os salários de forma temporária durante um período em que tenham de reduzir custos, de forma a preservar algum emprego.

"Não percebo porque para as empresas que tenham de reduzir os seus custos, não haja a possibilidade de reduzir os seus custos salariais, dos seus salários, por dois ou três anos em vez de haver menos emprego. Eu preferia ter um bocadinho menos salário com mais emprego, que menos emprego mantendo-se os salários intocáveis", disse ainda.

Nuno Amado defendeu também que sejam criados incentivos fiscais para as Pequenas e Médias Empresas (PME) que se recapitalizem, considerando essencial que as empresas aumentem o seu capital até porque isso resultaria em melhor financiamento por parte dos bancos.