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Plano de rescisões amigáveis na RTP começa hoje a vai prolongar-se até 15 de maio

Portugal

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A administração da RTP inicia esta sexta-feira um plano de rescisões amigáveis, que se prolongará até 15 de maio, e findo o qual equacionará o despedimento coletivo, caso não atinja um corte de 28% nos custos com pessoal

O Plano de Desenvolvimento e Redimensionamento da empresa -apresentado na terça-feira pela administração da RTP ao Governo - indica que os custos com pessoal foram em 2012 na ordem dos 78,5 milhões de euros, que baixarão este ano para os 76 milhões e estagnarão nos 55 milhões a partir de 2014.

A parcela dos custos com salários representa atualmente 37% da despesa, sendo o objetivo da administração uma redução da rubrica para os 28% já a partir do próximo ano.

A RTP vai contrair este ano junto da banca comercial um empréstimo de 30 milhões de euros para levar a cabo o plano de rescisões e do eventual despedimento coletivo.

O plano de reestruturação da televisão pública prevê ainda a hipótese de se "mitigar a inevitável necessidade de rescisões" através da "mobilidade interna" e "outplacement", cujo potencial -- diz o documento - deverá ser analisado área a área.

A administração já iniciou, por outro lado, um processo de redução das remunerações, através do corte de subsídios e outros.

A empresa conta atualmente com 2027 profissionais, revela o Plano de Desenvolvimento e Redimensionamento da RTP, mas o número de saídas com que a administração espera alcançar o objetivo de cortes salariais nunca foi explicitado, uma vez que depende do perfil dos profissionais que se despedirem ou forem despedidos e dos respetivos salários.