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Passos pediu mais tempo e dinheiro à 'troika' quando era líder da oposição

Portugal

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Marcos Borga

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu mais tempo e dinheiro à 'troika' para o programa de resgate português quando era líder da oposição, revela o próprio no prefácio do livro do deputado do PSD Miguel Frasquilho

As revelações constam do prefácio do livro "As raízes do Mal - a Troika e o futuro", da autoria do também economista, Miguel Frasquilho e são mencionadas nas edições online de vários jornais nacionais.

"Parecendo-me que ganharíamos segurança na execução do Programa dispondo de mais tempo do que estava previsto (sugeri quatro anos em vez dos três anos apontados) ouvi uma resposta que sugeria mais ou menos o seguinte: não garantimos que a resposta a essa questão pudesse ter sido positiva, mas é demasiado tarde sequer para a suscitar", relata o primeiro-ministro no prefácio, citado pelo Expresso.

Passos Coelho explica porque não voltou à questão quando chegou ao poder:  "Uma vez que o prazo era o que era e modificá-lo corresponderia a uma alteração  significativa que obrigaria, na prática, a ter um segundo programa, decidi,  como primeiro-ministro, que seria contraproducente seguir essa abordagem  ulteriormente". 

O primeiro-ministro revela também que gostaria que o envelope financeiro  negociado com a 'troika' tivesse sido superior de forma a incluir uma verba  para o setor empresarial do Estado. 

"Esta sim, parece-me ter sido a grande deficiência associada à estrutura  financeira do Programa", escreve Passos Coelho.  

Para o governante, "mesmo admitindo que pudesse haver alguma razão histórica  que justificasse prudência neste domínio, poder-se-ia ter previsto uma fatia  de financiamento não suficientemente confortável mas que amortecesse a situação  esperada de garrote financeiro (no SEE) que se veio a concretizar". 

O livro "As raízes do Mal - a Troika e o futuro" reúne as crónicas de  Miguel Frasquilho publicadas na imprensa (maioritariamente no Jornal de  Negócios) sobre temas da atualidade política e económica.