Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Passos muda equipa

Portugal

  • 333

Depois de uma primeira vaga de nomes, consolidam-se as informações sobre quem deverá sair do Governo nos próximos dias ou mesmo horas 

Quatro dias depois de Paulo Júlio, o secretário de Estado que foi acusado de prevaricação, ter deixado o Governo pelo próprio pé, outros governantes podem estar de saída. A minirremodelação em curso ainda não foi oficialmente confirmada, mas ao que a VISÃO apurou, mais nomes deverão juntar-se ao de Paulo Júlio: Daniel Campelo (Florestas); Pedro Silva Martins (emprego); e muito provavelmente Carlos Oliveira (Inovação).

A VISÃO não conseguiu confirmar que outros secretários de Estado anunciados, em primeira mão, pela TVI 24 estejam remodeláveis, como é o caso de Paulo Núncio (Assuntos Fiscais) ou Almeida Henriques (Economia).

Sobre este último, de quem se diz poder vir a ser candidato à câmara de Viseu, um dirigente local do PSD assumiu à VISÃO: "Ao que sei, os órgãos locais [Comissão Política Distrital ou Secções] não discutiram ainda esse assunto".

Os motivos para as mudanças, que podem ficar concluídas entre a noite de quarta-feira, 30, e o dia de quinta, 31, irão de questões de saúde, a candidaturas autárquicas, passando por dificuldades de relacionamento com os respetivos ministros ou parceiros sociais.

A VISÃO contactou o gabinete do primeiro-ministro que não confirmou, nem desmentiu qualquer processo em curso: "Não há comentários sobre isso". 

A concretizar-se, esta será a primeira remodelação a ser anunciada pela imprensa, nos últimos anos. A regra, desde que José Sócrates foi para o Governo, tem sido a de tudo ser conhecido e publicitado apenas depois de os convites estarem feitos e os nomes apresentados a Belém. Passos Coelho tem cumprido.

Apesar de poder atingir três ministérios - Economia, Agricultura e Assuntos Parlamentares - esta remodelação não deve chegar aos ministros, ficando-se apenas pelos secretários de Estado. E nenhum dos homens-fortes do Governo é tocado pelas mudanças.

No PSD, a remodelação também é vista como uma "dança de cadeiras para preparar as autárquicas" de outubro.