Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Passos diz que foi obrigado a "prescindir de saúde, educação e segurança social"

Portugal

  • 333

O primeiro ministro diz que foi a dívida contraída nos últimos 15 anos levou à necessidade de prescindir de saúde, educação e segurança social no presente. E garante que não vai mudar de discurso

O primeiro-ministro e presidente do PSD sustentou na segunda-feira que a dívida contraída nos últimos 15 anos levou a "prescindir de saúde, educação e segurança social" no presente e defendeu uma "nova cultura democrática" contrária ao endividamento.

Durante uma iniciativa de campanha do PSD para as eleições autárquicas, em Viseu, Pedro Passos Coelho referiu que "em 2013 Portugal terá pago qualquer coisa como quase oito mil milhões de euros da dívida que acumulou".

Dirigindo-se aos dirigentes e apoiantes do PSD presentes no claustro da Pousada de Viseu, Passos Coelho interrogou: "Se vos fosse dado a escolher contrair dívida em 2011, em 2010, em 2009, em 2008, em 2000, em 99 - que foi quando esta dívida pública foi gerada, foi nestes últimos quinze anos -, se vos fosse dado a escolher a cada um 'querem em 2013 pagar quase oito mil milhões de euros de juros de dívida', os senhores tinham dito 'queremos'?".

"Não mudo o discurso"

O presidente do PSD e primeiro-ministro avisou na segunda-feira que não vai mudar de discurso por causa das eleições autárquicas, depois de ter ouvido um dirigente do seu partido apelar à "esperança sem choques adicionais de austeridade".

Durante uma iniciativa de campanha do PSD em Viseu, Pedro Passos Coelho defendeu o rumo seguido pelo Governo e fez questão de repetir as palavras do presidente da distrital e candidato social-democrata à assembleia municipal neste concelho, Mota Faria, antes de lhe responder.

"Disse ele, eu quero recordar, que existe angústia entre os viseenses sobre o seu futuro e que todos eles precisam de uma esperança sem choques adicionais de austeridade. Quero dizer aqui ao Mota Faria, como a todos os que aqui estão presentes, que mal seria que, na posição em que eu ocupo, não tivesse uma noção clara dessa angústia que as pessoas sentem, dessa necessidade também que os portugueses precisam de acreditar numa esperança e numa confiança em relação ao futuro como não tiveram nos últimos anos", afirmou o presidente do PSD, no claustro da Pousada de Viseu, perante uma plateia de cerca de 250 pessoas.