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Passos confirma convergência das pensões que estão em pagamento

Portugal

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Duarnte o debate quinzenal, o primeiro-ministro, à terceira vez que foi questionado sobre a matéria, respondeu que a convergência se fará com as pensões em pagamento

O secretário-geral do PS exigiu hoje saber se a convergência entre os sistemas de pensões se fará com caráter retroativo e o primeiro-ministro respondeu que a convergência se fará com as pensões em pagamento.

O corte nas reformas de pensionistas, quer por via da convergência de sistemas, quer por intermédio da aplicação de uma nova taxa, foi o tema mais polémico no debate travado entre António José Seguro e Pedro Passos Coelho na Assembleia da República.

Por três vezes, o líder socialista pediu que Pedro Passos Coelho esclarecesse como tenciona cortar cerca de 700 milhões de euros na despesa com pensões no âmbito da convergência entre as reformas da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social.

Nova taxa será tanto menor quanto se conseguirem ganhos alternativos

O primeiro-ministro afirmou hoje que a contribuição que se pretende requerer aos pensionistas no âmbito da projetada nova taxa será tanto menor quanto se conseguirem ganhos efetivos em outras áreas do sistema de segurança social.

Esta posição foi assumida por Pedro Passos Coelho depois de o secretário-geral do PS o questionar sobre o motivo que levou o primeiro-ministro a inserir esta medida na carta que escreveu à 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Neste ponto, Seguro estava a levantar uma questão sobre uma medida que fora admitida pelo primeiro-ministro na sua última comunicação ao país, mas que foi depois recusada pelo presidente do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.