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Passos Coelho travou demissão de Vítor Gaspar

Portugal

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Perante a onda de contestação de que tem sido alvo, o ministro das Finanças pôs o lugar à disposição, mas o chefe do Governo segurou-o, segundo a edição desta quarta-feira do jornal i. Já na coligação, a tensão sobe de tom, com Passos Coelho a preparar-se para culpar o CDS por um eventual segundo resgate, caso o partido de Paulo Portas saia

Terá sido numa conversa pessoal com Passos Coelho,  antes da conferência de imprensa em que apresentou as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2013, na segunda-feira, que Vítor Gaspar comunicou estar disposto a sair do Governo se o primeiro-ministro assim o entendesse. Segundo o jornal i, que cita fonte próxima do ministro das Finanças, Passos Coelho optou por segurar Gaspar, que, mais tarde, respondeu sem hesitar, na conferência de imprensa, que o seu lugar estava sempre à disposição do primeiro-ministro.

Para a sua decisão de mostrar a sua disponibilidade para abandonar o cargo terão pesado as acusações de ser o principal foco de tensão entre PSD e CDS.

E a tensão, essa, agrava-se a olhos vistos. Segundo o Expresso, Passos Coelho afirmou terça-feira, na reunião com a Comissão Política e as distritais do PSD, "não estar disposto a ser cozido em lume brando".

"O CDS tem que dizer rapidamente o que pensa", afirmou o primeiro-ministro, deixando claro que tenciona responsabilizar o CDS pela crise que advirá de um eventual rompimento da coligação de Governo.

"Se o CDS sair, atira o país para um segundo resgate", avisou Passos, em privado, segundo o Expresso.